Parte II - Safadezas na viagem

Conto de Victor Heideck como (Seguir)

Parte da série Confusão na feira de Games

Nos dois últimos acentos do ônibus eu e Yan conversávamos descontraidamente. Todos os demais passageiros, bem mais velhos por sinal, sentaram nos bancos da frente. Como nosso ônibus não tem banheiro, nenhum passageiro tinha a necessidade de vir ao fundo do ônibus eventualmente. Fazia cerca de uma hora que a viagem havia começado. Eu estava morrendo de sono, mas resistia a todo e qualquer ato involuntário de meu corpo cansado. Não queria parar de conversar com o Yan de modo algum. Nesse pouco tempo juntos já nos tornamos bons amigos, e por mais que pudesse ser apenas fruto da minha imaginação promíscua, eu estava realmente convencido de que ele estava tão afim de mim, quanto eu estava dele.

- E você... curte que tipo de música? – Perguntei olhando para aqueles olhos verde azulados que me faziam me perder em minhas próprias palavras. Ele tinha algumas sardas no rosto que o deixavam ainda mais bonito. Era impressionante como cada detalhe nele era incapaz de ser visto como um defeito.

- Gosto de um pouco de tudo, mas, como dizem, rock é vida. – Disse sorrindo. – Gosto de bandas das antigas e das mais recentes também. Beatles, The Police, Green Day, Slipknot, Imagine Dragons, Fall Out Boy e por aí vai. Mas mudando de assunto, eu estou vendo que você está meio cansado e para falar a verdade, eu também estou. Acho que vou cochilar um pouco.

- É, para falar a verdade eu realmente estou muito cansado. Acordei às duas e meia da madrugada, nós saímos às sete da manhã da rodoviária... Preciso mesmo dormir. – Falei abrindo um meio sorriso. – Mas acho que vou colocar uma calça mais leve. Ninguém mercê dormir de jeans.

- Nossa nem fale, eu já estava me esquecendo disso. – Falou, levantando abruptamente.

- Mas você deixou sua mochila no bagageiro do ônibus.

- É verdade, mas eu não preciso da mochila, para dormir mais confortavelmente.

Nesse instante ele começou a desabotoar e a abaixar a calça, revelando uma cueca box preta que contrastava com o tom claro da pele dele. Quanto mais a calça ia sendo abaixada, mais iam aparecendo aquelas pernas perfeitas. Ele provavelmente jogava muito futebol, ou ia na academia... ou será que apenas andar de skate poderia deixar as pernas dele assim tão hipnotizantes?

Ele passou para os acentos posicionados ao lado dos bancos em que eu estava sentado. Deitou de barriga para cima, com as penas dobradas e abertas, de modo que me faziam ter uma visão bastante privilegiada.

- Você é louco sabia? – Falei olhando para aquela bunda linda.

Ele me fitou por um instante e sorriu maliciosamente, ao mesmo tempo em que colocou a mão por dentro da cueca, ajeitando suas bolas.

- Durma bem, Victor.

- Durma bem, Yan.

- Ei, acorda princesa dorminhoca. – Yan balançava meu braço de um jeito que me fez sentir cócegas. Virei a cabeça para rever aquelas pernas brancas, mas para minha decepção ele já havia colocado as calças. - O chato do motorista está parando. Vamos comer alguma coisa e eu preciso ir no banheiro urgentemente.

Acho que dormi por umas duas horas ou mais. Sentia que minhas bochechas memorizaram as marcas das listras salientes do banco. Meu cabelo devia estar parecido com o do Medusa. Não me lembro bem o que sonhei, alguns leves lapsos mostram eu e o Yan sem roupa. Acho que ele estava me chupando. Eu segurava sua cabeça com minhas duas mãos, aqueles cabelos macios... “Não para, vai... isso... assim.” O fato é que eu estava todo gozado. Dobrei a manta que estava usando, peguei minha mochila (ao contrário de Yan, eu trouxe um pouco de minha bagagem comigo) no compartimento acima de minha cabeça, peguei minha calça jeans e, despreocupadamente, abaixei minha calça de moletom junto com minha cueca. Como minha camisa era um pouco comprida, Yan provavelmente não viu nada, e se viu foi apenas por uma fração de segundo. Ele ficou me olhando com uma cara de bobo, enquanto eu vestia uma cueca branca e, depois a calça jeans.

- Você me deixou excitado. – Expliquei. Ele sorriu. Se eu queria ficar com ele, não tinha tempo para enrolar.

- Bem, pra ser sincero eu tive esse mesmo problema. – Ele projetou a mão esquerda, que vinha mantendo escondida. Estava segurando sua box preta, agora enrolada. – Será que você não tem uma cueca para emprestar?

Continua...

Olá novamente pessoal. O que estão achando? Por favor, comentem, pois assim fico motivado a continuar a história. Em breve postarei a parte III. Até lá.

Comentários

Há 4 comentários.

Por Victor Heideck em 2014-08-22 01:01:07
Por um versátil, Rafinha hahah :D
Por Rafinha sexy em 2014-08-21 12:32:47
Adoreiiii,o conto é narrado por um passivo ou ativo ?
Por ThunderBlade em 2014-08-20 20:52:02
Essa historia de emprestar a cueca....hum não sei não em!?kkkk
Por jooaltair em 2014-08-19 21:51:27
estou doido pra ver essa safadeza deles dois.