Um Sentido Na Vida - Capítulo 1

Conto de Sonhador Viajante como (Seguir)

Parte da série Um Sentido Na Vida

1ª Capítulo

Dois Anos Atrás!

Abril de 2012...

Estava num daqueles sonhos mais que perfeito, sonhei navegando numa lancha a toda velocidade. Dentro da cabine olhava pela janela e via um dia branco e nublado, sem uma brecha se quer de céu aberto. Só que como num passe de mágica, uma grande tempestade começa se formar no meio do mar á agitar as ondas. O céu de cinza claro ficou escuro e logo se transformava num verdadeiro inferno de nuvens carregadas, relâmpagos e trovões soavam no céu. Eu me sentia maravilhado e não com medo, tudo que eu sentia era liberdade, como se eu não tivesse mais medo. A lancha passava na beira do olho do furacão no mar e nada o atingia e nem o balançava. Até que, olhei pra trás e vi um homem sério me olhando, como se eu fosse um estranho, eu não o conhecia, mas não me importava com seu olhar sério e pragmático, só olhava de volta pra janela e me sentia protegido. Até que de uma hora pra outra, o barco que até então parecia seguro, começa a virar e afundar. Não perco tempo, corro pra fora da cabine e pulo na água numa coragem, que só em sonho consigo ter. Quando entro na água agitada do mar, uma coisa que penso ser uma mão me puxa para o fundo e vai me levando como uma âncora para as profundezas daquele inferno. Acordo aos prantos e sem fôlego, suando litros.

Aquele foi o sonho mais angustiante que eu já tive na minha vida. Pego meu celular e vejo que ainda são 04h35min da manhã, fico deitado na cama, escrevo sobre o sonho no meu diário e me autoanaliso. Chamo-me Daniel e sou um garoto de apenas 16 anos, tenho 1,76 de altura, magro (nunca fui de ter ambição por barriga tanquinho), branco, meus cabelos são pretos e meus olhos são castanho escuro. Minha pele é bacana, sem acnes (ok de vez em quando surge uma espinha), resumindo, me acho bonito. Estou cursando o segundo ano do ensino médio, tenho amigos maravilhosos, uma família barulhenta, mas que amo e me ama muito. No todo eu tenho tudo aquilo que quero, Sou um típico garoto que usa coisas de marca.

Só que por mais que você tenha tudo que quer, sempre falta alguma coisa, e sempre vai faltar, até quando não sei. Tudo começou quando eu tinha 12 anos, estava numa festa de aniversário na casa de uma amiga do fundamental, quando ele chegou. Era como uma cena de contos de fadas, aonde o príncipe chega e encanta á todos com sua beleza, pois foi exatamente assim. Minha amiga que estava junto comigo, me viu ficar petrificado olhando para aquele príncipe e me deu um beliscão.

- Ei, o que você tem? – disse ela, rindo com aquela cara de (Te peguei).

- Nada, eu estou com dor de barriga. – eu disse e tive certeza de que realmente algo tinha mexido com minha barriga, não pior, tinha mexido com tudo dentro de mim, e eu estava a ponto de ter uma verdadeira síncope na frente de todos os convidados.

Saí pra área menos movimentada da casa e tentei entender o que estava acontecendo comigo. O que era aquele bater acelerado no coração, aquele medo repentino, o calor na nuca, as mãos geladas, a sensação na barriga de estar caindo em queda livre. Meu deus, era ao mesmo tempo bom e ruim, pois eu nunca tinha lidado com aquilo antes. Ele se chamava marcos e tinha 17 anos, era amigo do irmão da aniversariante, soube disso apenas num segundo pela minha amiga fofoqueira. A rejeição era evidente, ele não olhava nem de passagem na minha direção. Ser ignorado é a pior das consequências de quando se ama algo ou alguém. Desse dia em diante, comecei a vê que não era só ele, mas vários outros surgiram e sempre ficou no famoso monologo do (amor platônico).

Sou gay e não sou assumido, por causa do fator principal da base da minha vida, que é minha família. Não é fácil viver com isso em segredo, ser algo que não se é. Essa vida de mentira e encenação é minha rotina diária agora, vivo sonhando o dia em que vou ter a coragem pra me assumir e ser feliz por completo. Minha mãe é muito controladora, meu pai nem se fala. Os dois são muito protetores, sendo eu e meu irmão o Diego, somos muito unidos (brigamos quando necessário), mas eu os amo e sei que eles nunca aceitariam que eu fosse gay. Saio dos meus devaneios com o som da porta do meu quarto sendo batida.

- Daniel, DANIEL! DANIEL ACORDA! JÁ SÃO 06:05 da manhã, levanta que o ônibus não espera por você não, vai. – disse minha mãe, abrindo a porta (arrancando meus lençóis). Eu me viro emborcado.

- Tá mãe, só mais um minuto, meu relógio não despertou ainda. – eu falo sem a menor vontade de abrir os olhos, quem dera sair da cama.

- Perde a hora pra você vê o que eu faço contigo, me experimenta pra você vê. – ela diz e saí do quarto.

Levanto-me, pego minhas coisas de higiene e vou para o banheiro as pressas, não quero que ela veja uma cena indecente comigo de cueca. Tomo banho, e faço todo o processo no banheiro. Arrumo-me e vou pra cozinhar comer um cereal, e algo que não me deixe de estomago vazio. Na cozinha minha mãe está sentada com meu pai tomando café, eu sento e eles me olham.

- Que cabelo é esse Daniel, você já está querendo cortar como aqueles moleques de rua? – disse meu pai, zangado e com aquele olhar de reprovação a primeira vista.

- Pai eu posso comer em paz? – eu digo.

- Olha como ele tá rebelde hoje Fábio, cuidado como fala com teu pai Daniel. – disse minha mãe, como sempre pegando carona na hora de dá bronca.

- Eu falo isso pro teu bem Daniel, eu não quero te vê como aqueles delinquentes que começam mudando o corte de cabelo e depois faz coisa pior. Elisa está certa, você se não repreender agora, depois só vai fazer o que você quiser. E aqui a banda toca de outra forma meu garoto. – meu pai fala como o advogado competente que ele é, só que a profissão dele ele também exerce em casa.

- tá bom, eu já entendi. – digo e saio da mesa, pego um pente e coloco meu cabelo de lado, como o certinho que eu sempre fui. Volto pra mesa e termino meu cereal. Pego minha mochila, vou me despedir dos meus pais e saio para o ponto de ônibus.

Hoje o dia promete ser demais (só que não). Comecei a pegar ônibus no começo desse ano, antes só ia de carro com meu pai que ia pelo mesmo caminho do escritório dele, só que ele agora trabalha num outro local, o que significa que eu vou ter que ir e vim de ônibus. A parada está lotada e já são 07:15 da manhã. Meu ônibus chega e logo entro, pego meus fones e ligo meu play list com minhas musicas preferidas. Na terceira musica, chego à escola e já encontro meus amigos no portão.

Bianca (Uma loirinha muito atirada), o casal Jonatas (O maior pegador) e Juliana (A fofoqueira) e o Tarso (O garoto Nerd). E agora eu (Uma vez tímido sempre tímido). Gosto deles, nós estudamos na mesma sala desde o primeiro ano.

- Oi! – eu disse e só quem respondeu de volta foi a Bianca. o casal só aos beijos, e o tarso no face do celular, não esperaria “Oi” vindo deles.

- Vocês ficaram sabendo de ontem? – disse a Juliana, se livrando dos beijos do Jonatas.

- Do que? – Disse Bia.

- O Artur do terceiro ano, foi pego aos beijos com o Mateus do segundo no banheiro da quadra. Alguns alunos disseram que eles sempre iam para os fundos do colégio na última aula. É surreal ninguém nunca ter percebido isso gente. – disse Juliana, que sempre sabe de tudo em primeira mão e sempre espalha pra todo mundo.

- Mentira né... Nossa eu estava afim dele no começo do ano amiga. Até pedir pra uma amiga me apresentar ele, mas ele tinha ficado com outra. – diz Bianca totalmente assustada.

- Ah garota, você não via o jeito dele, o cara é estranho, ficava com uma menina só, vai ver ela é lésbica também. Hoje em dia, os caras tão tudo se revelando, é uma cambada de baitola do caralho. – disse Jonatas, com aquele ar de superioridade que só ele sabe fazer.

- Odeio esses gays, não tenho preconceito não, mas ficar no armário e se fazer pra mulherada cara, porra que fodam-se, quantas garotas gostosas tão aí com caras que de dia é uma coisa e a noite pega traveco, diz aí? – falou o Tarso, num tom cortante olhando pro Jonatas.

- aí mano, se essa indireta tu jogou pra mim, tu se liga, que não é só porque tu és meu amigo que eu vou te aliviar não hein... Te meto a porrada aqui mesmo. – disse o Jonatas, já querendo briga.

- Para com isso vocês dois, já tá enchendo o saco. – disse a Juliana.

Eu nem digo nada, apenas observo, e vejo o motivo da briga chegar à escola descendo do carro cabisbaixo e começar o falatório do pessoal. O Artur chega de carro e passando pelos alunos, as piadas começam e ele entra na escola e não olha pra ninguém. O sinal toca duas vezes e nós entramos e vamos pra sala de aula, onde já se encontra o professor de matemática, que ótimo, estou começando mesmo o dia bem. As aulas passam numa rapidez assustadora (Não elas não passam não), o intervalo finalmente chega e vou comer algo na cantina. Meus amigos somem e eu fico sozinho, compro algo pra comer e beber, e vou sentar numa pracinha que fica num gramado perto da cantina. Sento num banco de dois lugares, e começo a comer. Olho distraído para o pessoal do terceiro ano saindo do laboratório de Biologia, e fico espantando quando vejo o Artur sair correndo direto para o banheiro. Mais piadas e mais risos. Eu começo a ficar mal por ele, não queria estar na situação dele, nem por um segundo. O Mateus nem sinal, nem deve ter vindo hoje pra escola. A galera começa a se dispersar e vão todos pra cantina, eu volto pro meu lanche.

Bebo meu refrigerante e quando olho de volta para o corredor do laboratório, vejo o cara mais fascinante e mais belo da face da terra. Meu olhar decora o andar, cada gesto dele, paralisado e sem reação, só olho pra ele, como se ele tivesse me hipnotizado. Meu deus, que homem era aquele, parecia um deus grego. Cabelo do tipo topete escuro, corpo atlético de um jogador de vôlei, olhar sério e penetrante, sua pele branca feito leite, perfeita demais. Ele olhou na minha direção e eu desviei assim que senti ele me olhar de volta. Realmente o dia hoje prometeu e arrasou.

Algo que há muito tempo já não sentia com essa intensidade, veio à tona e me deixou completamente desestruturado. Não olhei mais pra ele e não consegui mais lanchar. Fui em direção ao lixeiro e na hora em que eu joguei meu lixo, ele apareceu do nada e jogou um papel amassado. Tive um excesso de calor misturado com frio, me senti caindo só que dessa vez numa velocidade sem deixar rastros. Nervoso e com um medo paranormal, saí quase correndo de volta pra sala. O intervalo termina e as últimas aulas têm inicio. E quem disse que eu prestava atenção em alguma coisa? Só vinha ele na cabeça como um filme num replay eterno, a boca rosada e carnuda, o jeito de caminhar descontraído, mais do que isso era o olhar que era de dar medo. Ok! Estou sentido um Déjà vu muito familiar, é melhor eu esquecer esse cara, minha carga de amores platônicos é pesada, e acrescentar mais um é quase um pecado.

As últimas aulas terminam e simplesmente saio quase que em disparada pra fora da escola, se eu visse ele de novo juro que não ia ter como não me apaixonar (Se é que eu já não estou apaixonado). Quero chegar em casa e ficar pensando no meu final perfeito, sozinho com meus pensamentos. Até que a Bianca me impede de sair pelo portão do colégio, que começa a lotar e eu tenho certeza que isso vai dá em merda.

- Amigo pra quê tanta pressa? Olha nossa turminha vai pegar um cineminha no final de semana, e você vai me fazer companhia lá tá? Nada de me deixar perto do tarso sozinha viu? – disse a Bianca, toda presunçosa.

- Tá bom, eu vou! Agora eu tenho que ir... – minha atenção se direcionou pra você sabe quem né. Ele estava saindo junto com um grupo de amigos, eu desviei novamente o olhar, aquilo estava me matando.

-Lá vem o Bonde dos Bonitões, ainda pego um deles. – disse Bia, com um desejo nos olhos.

- Tem novatos no colégio agora? Eu nunca tinha visto aquele ali do topete. – eu disse numa tentativa de descobrir mais sobre ele. Ah que ótimo, eu já cheguei ao estágio onde começo stalkear o cara.

- Ah Dani, você não conhece ninguém porque fica sempre olhando pra baixo, não o Léo é não é novato, ele chegou no meio do ano passado. Gato, mais comprometido com uma vaca metida, falando nela. – Bianca falou aquilo numa frustação que não ganhou de mim.

- Bom eu tenho que ir, bye! – a beijo no rosto e saio mais frustrado com o dia que eu pensei que seria pior. Na vida tem dessas coisas mesmo né? Do paraíso ao inferno até que o dia acabe.

...

No meu quarto entro no facebook, e fico naquele estado de depressão adolescente. Escutando as músicas mais depressivas possíveis. Minha mãe trabalha numa confeitaria e meu pai só chega à noite. Faço alguns deveres de casa, leio um livro e sou assustado por um louco que pula na minha cama. O meu irmão sempre adivinha quando estou mal.

- tá fazendo o que aí Daniel, não te vi na hora do almoço. – disse o Diego, me analisando.

- Lendo um livro Diego, você não tem mais o que fazer na faculdade não? – eu disse isso mais me arrependi, estava mal-humorado e não ia descontar nele.

- Nossa, falou aí hein... Também te amo maninho. – ele disse e saiu.

Fui pra sala vê alguma coisa na tv, o que mais tinha era filmes de romances nos canais que eu passava, que ótimo, o destino decidiu me testar. Meu celular tocou e era o tarso. Estranhei porque ele nunca me ligava, só respondia no face “Oi”, “Blz?”, “De boa”. Atendi.

- Cara, cadê você no face? Você já ficou sabendo? – ele disse num tom meio triste.

- Acabei de sair de lá há uma hora. Por quê? E sabendo do que? – eu disse, sem muito entusiasmo, pois não estava pra ninguém nesse fim de tarde.

- Ih cara, senta aí pois a bomba é forte...Daniel , tá em tudo o que é site de notícias daqui do rio, o Mateus que foi pego beijando o Artur lembra? – ele disse cada vez mais tenso.

- Claro o que tem ele? – esperava muitas coisas, não isso.

- Ele foi encontrado hoje pela tarde no quarto dele... Enforcado... Ele morreu Daniel, tudo indica que ele se suicidou. – a cada palavra do Tarso, eu tinha a sensação de estar num pesadelo como aquele que eu tive hoje pela madrugada.

Ele não podia ter feito isso, podia? Quem se mata sem explicações ou até mesmo de uma hora pra outra? Eu o conhecia desde o fundamental, a gente se falava com uma frequência comum, a última vez que eu falei com ele foi... Em janeiro no chat do facebook, eu senti um peso no coração nesse momento. Ele estava passando por tanta coisa e eu simplesmente não sabia de nada.

Os dias seguintes após a morte de Mateus foi um verdadeiro luto geral, na escola tudo era comentários sobre como ele tinha feito isso, por quê? Entre tantas outras suposições. Eu fiquei mal de verdade, o Artur saiu da escola logo depois da Missa de sétimo dia, todo o corpo estudantil fez homenagem a ele. Tudo que saia de reportagens indicava SUICIDIU, e o famoso Bullying, aquele beijo foi o estopim de tudo. Os pais dele estavam arrasados, afinal ele era filho único. Meus pais quando souberam ficaram tristes e ao mesmo tempo preocupados comigo. Eu também fiquei. Eu nunca vou tentar me suicidar, eu tenho um coração forte, aguenta tudo. Tranquilizei meus pais e meu irmão, que não me parava de perguntar todos os dias como eu estava. Aquilo nos uniu até demais.

Os Meses foram passando e a escola voltou com suas atividades normais. Estudei como um louco para as matérias em que estava pendurado e não pensei em bobagens do tipo (Léo), não o via com frequência e não queria vê-lo, mas parece que o destino definitivamente me queria olhando pra ele, comecei a escrever coisas sobre ele num diário preto, que só eu escrevia, e era sobre tudo que eu sentia. Estava tudo lá, registrado. Mas quando o via aos beijos com a namorada, tomava controle sobre mim mesmo e seguia em frente. Até que no meio do ano, estava eu descendo as escadas de uma sala, quando me esbarro com nada mais nada menos do que ele o Léo.

- Au! Nossa cara desculpa mesmo, eu não te vi vindo – disse o Léo, me olhando pela primeira vez nos olhos.

- Não que isso, eu que sou desastrado. Foi mal! – Falei sorrindo e me derretendo como uma manteiga, aí meu deus eu nem acredito que falei alguma coisa. Fiquei paralisado olhando pra ele que ficava mais bonito a cada dia.

- Beleza!! – ele falou também sorrindo.

Nós dois ficamos nos desvencilhando pra tentar seguir o outro caminho, sabe quando você vai pra um lado e a outra pessoa também vai, até que ele, pois as mãos nos meus ombros e passou por mim sorrindo e eu bobo parado. Como posso ser tão retardado assim? Pois é né, o amor faz isso com as pessoas, às deixa sem reação e totalmente fora de si. Amor faz a gente ter atitudes estúpidas.

Depois desse encontrão, não o vi mais por dois meses, e quando nos encontrávamos comecei a perceber certos olhares, vindo dele. Acho que era impressão minha coisa da minha cabeça. Pode o amor já ter me enlouquecido? Sim, comigo pode ter mexido com tudo.

Se tem uma coisa que eu comecei a dar mais valor depois da trágica morte do Mateus, foi á meus amigos. E principalmente os mais afastados de mim. Saíamos quase todos os finais de semana, a turma toda pra se divertir, quando estava com eles, eu me sentia bem e deslocado. E eu podia falar com todo mundo, não tinha inimigos e nem rivais, longe disso. A Bianca começou a namorar e saiu mais do meu pé. Mas algumas garotas sempre me chamavam pra me conhecer, e eu sempre dava aquele fora básico.

No começo de outubro, Eu estava escrevendo no diário, no meu quarto quando meu pai me chama na sala. Corro e deixo o diário em cima da minha estante de livros, ouço um barulho, deve ter caído, mas tudo bem. Vou até meu pai e ele me mostra uma reportagem sobre jovens que estão pensando cursar medicina, que é o curso que eu quero na faculdade. Minha mãe coleta algumas roupas passadas e as leva pro meu quarto e do meu irmão. Alguns minutos depois da reportagem ter acabado, não vejo sinal da minha mãe. Vou até meu quarto, e quando chego à porta ela se encontra encostada, abro a porta e tenho um verdadeiro enfarte. Minha mãe está sentada na cama lendo o meu diário e chorando muito.

- Mãe? O que você tá fazendo? Ei isso é meu. – arranco o diário das mãos dela e sinto que não vai adiantar nada daquilo.

- Quem é Léo Daniel? Me diz porque foi que você escreveu isso nesse caderno? – seu tom de voz era ameaçador, ela estava com os olhos inchados. – fala o que significa isso? VOCÊ É GAY?

Fiquei totalmente sem palavras. O Meu inferno estava apenas começando...

Nota do autor: “Bom pessoal esse é o primeiro capítulo, e posso dizer que foi mais uma apresentação do personagem Daniel. Espero que vocês tenham curtido conhece-lo e acompanhar o começo da sua jornada, Não vai demorar muito pra chegar na cena do prólogo e o que vem depois daquilo. Muita coisa acontece antes daquela cena. O que vocês estão achando? Será que posso dar continuidade a essa história ou é melhor parar por aqui. COMENTEM SE GOSTAR OU NÃO. Abraço a todos os leitores que gostarem!!!

Comentários

Há 3 comentários.

Por Sonhador Viajante em 2014-08-28 17:02:19
valeu a todos pelos comentários, a opinião de vocês é muito importante no progresso da história!! Capítulo 2 em breve. Abraços!!
Por may.santos em 2014-08-28 12:01:23
Perfeito!! Primeiro capitulo emocionante.
Por Anderson P em 2014-08-28 01:49:48
Gostei bastante, e vou acompanhar.