FOREVER? - Parte 15
Parte da série FOREVER?
Narrado por Theo.
Pude ver o corpo de Sam mudar de estado naquele momento, ele estava diferente. A raiva tomava conta de seu belo corpo.
- Nossa, sério mesmo? “ Não é isso que você está pensando “?. Essa é velha, conta outra.... – Sam se virou mais eu segurei em seu braço.
- Espera. Não vai...
- Por que não? Quer que eu fique aqui e assista vocês dois se pegando?
- Não Sam, por favor. Espera...
Sam parou e olhou adentre meus olhos. Cruzou seus braços e esperou eu dizer algo.
Me virei e olhei para Alex...
- Vai em bora! – Ordenei a ale.
- Tudo bem... – Disse Alex envergonhado.
Alex se vestiu e então saio... Não demorou muito Sam veio logo com suas perguntas...
- Então... Pode me explicar isso?
- Olha Sam, realmente não é o que você está pensando! Eu e Alex não estávamos fazendo nada.
- A é? – Sam se aproximou, me intimidado com seu olhar medonho...
- Então o que estava acontecendo aqui? – Murmurou ele.
- Olha... Nós íamos, mas eu não consegui... – Abaixei minha cabeça, com a expressão mais triste do mundo...
- Porque?
- Porque eu te amo!
O agarrei com força e o beijei. Sam, parecia recusar minha língua em sua boca. Mas eu não liguei, e continuei tentando. Até que ele deixou, mas parecia que estava preocupado. Ficamos ali trocando beijos e abraços. Pude em fim matar a saudade do homem que tanto amo. Poder sentir seus lábios aos meus era algo maravilhoso. Sua pele, seus olhos.... Tudo em Sam é perfeito.
- Você é perfeito. – Disse eu olhando em seus olhos. Percebi algo de diferente nos olhos de Sam, pareciam de alguma forma.... Falsos!
- Sam...
- Oi. – Disse ele sorrindo.
- Você está usando lentes? – Disse eu contorcendo minhas sobrancelhas.
- Ah...
- Está, não é?
- Sim. – Disse Sam confuso e com medo.
- Por que?
- Porque sim. Vem... – Sam me arrastou pelos braços até a sala. Thomas estava sentado no sofá quando viu aquela cena.
- Mas o que é isso? – Indagou ele.
- Não é nada. Vou dar uma volta com seu filho sogrão. – Disse Sam ao abrir a porta.
- Então tá. – Disse meu pai confuso.
Fomos andando até a floresta. Andamos mais adentre as árvores. E chegamos em uma parte linda, um campo lindo, coberto de flores, a grama era bem verdinha. A luz do sol refletia no orvalho da manhã, tornando aquele momento mágico, e único.
Sam permanecia na parte escura. Onde a luz do sol não o alcançava, eu não entendia ao certo o por que, então resolvi chamar ele...
- Sam, vem pra cá comigo amor. Quero ficar deitado aqui com você, e aproveitar esse momento.
- Espera. Eu quero te mostrar o por que eu sumi... O por que eu mudei Theo. – Disse Sam apreensivo.
- Como assim? – Indaguei.
Sam pôs seus pés para fora da sombra das arvores.
Sam se aproximou de mim. Pude perceber algo em Sam. Ele... ele estava, BRILHANDO! Aquilo era magnífico, e extremamente assustado.
- Sam. Você está brilhando! – Disse eu assustado.
- Eu sei. – Disse ele com a voz tão macia quanto veludo.
- Como assim? Mas o que é isso?
- Eu... Eu sou... – Sam gaguejou. Pude perceber insegurança e apreensão em seu tom de voz.
- Vem... Você precisa ver isso.
Sam, segurou em meu braços. E pediu para mim subir em suas costas. Eu comecei a rir.
- Sério Sam? Você não tem força para me aguentar e suas costas.
- Não me subestime Theo. – Disse Sam sorrido.
- Vem, sobe logo.
Eu obedeci e então subi em suas costas.
- Se segura bem em amor.
- Como assim? Não vai me derrubar. Fala logo o que você quer me mostrar. – Ordenei a ele. Mas ele não deu ouvidos a mim.
- Só se segura está bem?
- Tá Sam. Tudo bem.
O abracei bem firme como ele ordenou.
- Está pronto?
- Sim... – Disse eu não dando muito bola aquilo.
- Então tá. – Um sorriso sarcástico surgiu no canto de sua boa.
Sam se posicionou seus pés bem firmes ao chão. E quando de repente...
Sam saiu correndo como um jato.
Ele passava por cada obstáculo com tanta facilidade. Nunca vi alguém correr tanto assim. Sam era extremamente rápido.
Aquilo era emocionante, o vento batia ferozmente em minha face, bagunçando meus cabelos e me deixando assustado.
- Sam para! – Gritei em seus ouvidos.
- Tudo bem.
Ah que droga ele mentiu para mim. Ele reparou na arvore mais próxima e então se pendurou nela. Ele cravava seus dedos sobre a madeira me levando ao topo daquela árvore.
- Sam, me tira daqui, eu tenho medo de altura.
Ele sorriu e olhou em meus olhos com um olhar feroz e sedutor.
- Quem é o fracote agora em?
- Sam é sério. Me tira daqui. E... Como é que você corre tão rápido assim.
Ele sorriu mais uma vez, acompanhado daquele olhar....
- Era isso que eu queria te dizer...
- Que você é rápido e brilha no sol? Ah legal... Agora me tira daqui por favor. – Ordenei a ele.
- Espera... – Sam segurou em minhas mão e continuou. – Olha como é lindo aqui.
Olhei ao redor e pude ver que realmente era lindo, podia se ver o lago e as montanhas... cobertas com a neve em seu topo. O sol batia em meu rosto, e em Sam, fazendo ele brilhar lindamente. Seu corpo parecia ser feito de diamante, para refletir tão perfeitamente a luz do sol daquela forma.
- Sam. O que é isso? – Perguntei a ele confuso.
- Vem. Precisamos descer. – Disse ele sério.
Me apoiei em suas costas e ele me levou para baixo...
- Então... Me responde a pergunta que eu te fiz Sam.
Sam parecia nervoso e envergonhado. A expressão em seu rosto não era das melhores.
- Você quer mesmo saber Theo?
- Sim!
São se afastou de mim e respondeu;
- Eu sou um vampiro!
Naquele mesmo momento, a minha única reação foi... rir!
- Haha Sam, você tá assistindo muita televisão. Falei sério amor. – Continuei rindo daquela resposta absurda.
- Eu falei sério! – Disse ele se aproximando como um vulto para perto de mim.
Fiquei imóvel naquele momento, não podia ser verdade. Ou... não pode ser! Mas faz sentido. Nunca vi alguém correr daquele forma. E nem brilhar!
- Sério mesmo? – Indaguei.
- Sim!
Sam retirou suas lentes de contato e então pude ver a cor de seus olhos...
- Sam... Seus olhos estão... dourados?
- Sim. Olha... Você não pode contar isso a ninguém Theo. – Disse ele apreensivo.
- Espera. Se você é realmente um vampiro, você...
- Sim?
- Você se alimenta de sangue! – Senti um arrepio tomar conta do meu corpo.
- Sim, mas, não de sangue humano. Eu jamais te machucaria meu amor. – Disse ele tocando minhas mãos com seus dedos gelados. Eu me afastei e disse:
- Como eu posso ter certeza?
- Por que eu te amo Theo. Eu nunca triscaria nenhum dedo em você, se não for para te fazer feliz. Se eu te machucar... Eu mesmo me mato! – Disse ele abaixando a cabeça.
- Promete?
- Sim! – Disse ele mudando sua expressão para um sorriso lindo.
- Então. Quando foi que isso aconteceu? – Indaguei.
- Foi no dia em que Adam me pôs para fora de casa. Eu não te contei tudo o que ocorreu comigo Theo...
- Então me conta.
- Tudo bem.... Depois de Adam me expulsar... Eu não sabia para onde ir. Pensei em ir atrás de você, mas não sabia onde você morava. Então andei mais um pouco e avistei um beco. Pensei que ali seria o local certo para me abrigar. Mas, eu estava errado! Enquanto eu estava sentado no canto. Um homem se aproximou e perguntou o porquê de eu estar sozinho ali... Bom, eu já te contei essa parte. – Disse ele.
- Tudo bem. Continua...
Ele obedeceu e continuou...
- Depois de me abusar friamente. Ele sacou uma arma das costas, e atirou em meu peito.
- Nossa Sam. E como você sobreviveu a isso?
- Acalma, deixa eu continuar... – Murmurou ele.
- Tudo bem.
- Depois de atirar em mim, ele foi embora e eu fiquei ali caído sobre o chão. Eu pensei que ia morrer, já estava tudo escuro... Até que ouço uma voz... Eu não consegui associar nada até então. Até que sinto uma dor terrível em meus membros. Meu corpo estava queimando!
- Nossa. Mas como assim?
- Eu estava sendo transformado Theo!
- Em... Vampiro? – Disse eu, aquelas palavras com medo.
- Sim! O veneno estava entrando em meu corpo. Ele sai congelando tudo. Era uma dor insuportável. Como se meus ossos estivessem pegando fogo. O veneno está sendo absorvido pelo meu corpo, eu preferia morrer a ter que sentir aquela dor de novo.
- Nossa... – Aquilo tudo era muito estranho para mim.
- Foram três dias Theo. Três dias inteiros sentido aquela dor...
- Mas... quem foi que te transformou?
- Foi o Lucas!
- O Lucas é um vampiro? – Disse eu assustado.
- Sim. Mas ele é como eu!
- Ah... – Ele me interrompeu.
- Ele não vai te machucar Theo. Se acalma.
- Tudo bem – Relaxei e ele continuou.
- Ele me levou para a casa dele, e eu fiquei lá durante os três dias, e até agora...
- Então por isso que você não me procurou não é?
- Sim. Eu sou um recém-criado. É difícil me controlar ainda. Ainda mais com o seu cheiro.
- Como assim?
- Theo você tem o cheiro mais doce que eu já senti! Me deixa louco. – Disse ele regalando os olhos.
- Nossa... Sou cheiroso assim? – Dei um sorriso safado a ele.
- Sim. Você é o meu cheiroso, só meu! – Disse ele me dando um beijo em seguida.
- Eu te amo. – Olhei em seus olhos lindos...
- Eu também. Olha... – Sam me mostrou o anel que eu avia dado a ele.
- Você ainda tem?
- É claro! Por que eu perderia?
- Há...
- Nada de hááá não! Eu te amo e nunca vou tirar esse anel do meu dedo!
- Eu te amo Sam!
Segurei em suas mão e dei um beijo nele.
- Espera... – Disse ele retirando seus lábios dos meus.
- Oque?
- Vai com calma Theo. Eu posso te ferir! – Disse ele amedrontado.
- Você me disse que nunca me machucaria...
- Eu sei mas... meus dentes são afiados e podem facilmente ferir sua boca!
- A qual é Sam?
- Qual é que nada. Quer virar vampiro é? – Disse ele sendo irônico.
- Isso não seria um problema!
Sam se afastou de mim e me olhou furioso...
- Nunca mais repita isso Theo. Nunca mais! – Disse ele apontando o dedo indicador em minha face.
Olhei para ele assustado...
- Tudo bem.
- Promete...
- Tá Sam. Eu prometo!
- Tudo bem...
Sam me abraçou e ficamos ali a tarda inteira... Meu pai estava me ligando, mas eu não atendi. Queria ficar a sós com meu amor, agora que ele está aqui. Nunca mais eu vou deixar ele partit.
Continua...