Capítulo VI

Conto de Puckerman como (Seguir)

Parte da série Vibrações

CAPITULO VI

-Amor não demora, já estamos bem atrasados...

-Nossa pra quê tanta pressa? Parece que quer encontrar alguém.

-E quero mesmo! O estacionamento.

-haha, para de graça. Já estou indo. Prontinho, vamos?

-Finalmente...

-Também te amo seu ranzinza.

Chegamos ao shopping já era por volta das 5 horas, muito tarde pra quem não queria estar mais um segundo longe daquele que me leva as nuvens. Samantha estava especialmente bonita naquele dia, mesmo com toda aquela situação em que me encontrava, ainda sentia algo muito forte por ela e um desejo imenso.

Depois de varias olhas e de um mundo de sacolas, voltamos para a sua casa. Marta estava acabando de chegar com algumas sacolas na mão, se eu tivesse as minhas livres, a teria ajudado. Entramos naquela casa enorme e encontramos o senhor Helton e a senhora Olívia tomando um chá, e assim que eles nos viram vieram ao nosso encontro.

-Peter meu bom rapaz, que satisfação em revê-lo.

-Digo o mesmo senhor!

-Minha filha, pra quê tantas sacolas? O pobre Peter nem mesmo consegue carrega-las.

-Ora mamãe, estou quase sem roupas! E meu namorado é forte como um touro...

-Mais parece um burro de carga... hahahaha.

-PAPAI!!!

-Estou só brincando... Vamos meu jovem, venha tomar uma dose de Whisky antes do jantar.

-Obrigado senhor, mas eu realmente não poderei ficar.

-Amor, janta com a gente!

-É cunhadinho, janta conosco!

Nesse momento eu gelei, reconheceria aquela voz em qualquer lugar do mundo. John surgiu da cozinha e me pregou um enorme susto, graças a Deus parece que somente ele percebeu meu incomodo. Não hesitei mais no jantar, afinal quem eu queria ver já estava entre nós. Samantha não me largava um só instante, e o mais engraçado era as caretas que o seu irmão fazia toda vez que ela me beijava. Senti uma pequena satisfação em perceber que havia um pouco de ciúmes naqueles olhares.

Durante todo o jantar eu e John sentamos de frente um ao outro, e eu ao lado de Samantha, seus pais estavam cada um em uma extremidade da mesa. Era uma situação um tanto cômica. Em um determinado momento enquanto minha namorada não parava de falar de suas extravagâncias na festa de aniversário de uma colega, na qual eu não pude ir, John ficava me encarando discretamente e trocávamos alguns sorrisos. Todos na mesa, bem quase todos, se assustaram quando eu do nada dei um pequeno grito.

-O que foi amor?

-Na... Nad... Nada!

-Ora mas o que houve Peter?

-Apenas me assustei senhora... Não foi... Não foi nada de mais.

-Esses jovens...

A verdade é que sabe Deus como, John colocou seu pé em cima do meu pinto e forçou, e como sou um tanto medroso me assustei. Percebia a cara de prazer que ele sentia em me deixar constrangido, foi praticamente o jantar inteiro assim, mesmo quando ele estava respondendo algumas perguntas de seus pais. E do nada ele me soltou uma que eu simplesmente adorei.

-Sabe Pitty, gostei muito de pescar naquele dia. Acho que deveríamos ir novamente.

-Mas nesse frio??

- É maninha, assim fica bem mais fácil pra pegar uns peixões.

-É... Realmente, eu acho que deveríamos ir!

-Porque não vai com eles Samantha?

-É maninha... Vem com a gente! Tenho certeza que aquela água vai ser ótima pro seu cabelinho de sereia...

-Vai se ferrar babaca! Mamãe de jeito nenhum... Tá frio e não vou entrar naquela agua.

Então estava decido, teríamos um dia inteirinho só para nós dois sem termos que inventar nenhuma desculpa. Isso era realmente ótimo. E quando penso que as loucuras do John não poderiam se superar, ele me chama pra ir ver a coleção de carrinho que ele guarda em seu antigo quarto, e lá me pega de jeito e começa a me beijar e a falar coisas que ele sabia que me deixavam louco. Nossos beijos ficavam a cada minuto mais intensos e quando percebi que estávamos nos despindo, eu o empurrei.

-Pára seu louco! Vão nos pegar...

-Tô louco por você... Cara você é muito gostoso!

-Hahaha Você também é muito gostoso, mas é muito arriscado. Melhor irmos!

-Tudo bem então, mas vai hoje lá em casa?

-Já fiquei tempo de mais aqui, tenho que ir pra casa.

-Amanhã nos vemos então?

-Sim, amanha vou lá à noite.

-Blz... tenho uma surpresa!

-Ah, é? Humm... E oquê é?

-Só amanhã apressadinho...

Ele me beijou mais uma vez, e antes que eu me entregasse á ele novamente ouvimos a voz de Samantha nos procurando. Descemos e voltamos para a sala de estar, depois de alguns drinks me despedi e fui pra casa. Não sei se aquilo já estava virando rotina, pois novamente estava dentro do meu carro ouvindo um rock, não tinha reparado mas o pen drive em que elas estavam era do John e pelo visto ele adorava esse tipo de música. O leitor anunciava que era SWEET CHILD O’MINE, eu nunca a tinha ouvido, mas era como se eu fosse um fã que sabia cantar música inteira. Com um som alto e uma alegria imensa que transbordava de mim, estava me sentindo como nunca estivera em toda a minha vida: COMPLETO.

Cheguei em casa e meus pais estavam na sala assistindo algum tipo de documentário, me sentei ao lado deles e tivemos nosso momento em família. Eles perguntaram sobre o meu dia, sobre minha visita ao psicólogo, sobre quando teríamos um jantar envolvendo as duas famílias e etc. respondi a maior parte e fui para o meu quarto. Tomei um banho e me deitei, fiquei horas encarando o teto e nada do sono vir. Sem paciência para computador, ou qualquer outro passatempo fiz aquilo que mais queria no momento. Desci as escadas, peguei meu carro e fui para a casa de John, naquele horário meus pais já dormiam e não me viram sair. Quando cheguei, meu amante? Não estava no seu apartamento, liguei em seu celular e ele me mandou subir ao térreo, sim ele estava lá sentado na beirada do prédio encarando a cidade e ouvindo música pelo celular (seu tão amado rock).

-Estava ouvindo as musicas do seu pen drive.

-Hahaha gostou?

-É... Eu acho que sim!

-Que houve? Deu saudade?

-Eu... Eu...

-Ei, relaxa! Não precisa ficar com vergonha... Eu também estava pensando em você, em nós! Vem senta aqui...

Eu me aproximei dele e sentei ao seu lado, ele me envolveu com seus braços e encostou minha cabeça em seu ombro. A vista daquele ângulo era realmente linda! Muitos prédios e muitas luzes se tornavam palco daquele momento.

-Uau, que vista linda!

-A cidade grande tem seus encantos... Venho aqui sempre, o ar aqui em cima é mais puro e o silencio é incrível!

-Realmente, aqui é um bom lugar pra relaxar...

-Pra beijar então...

-Deve ser maravilhoso!

Naquele momento nossos olhos se encontraram e se tornaram um só, sua boca lentamente se uniu a minha e em fração de segundos nos tornamos um só. Foi um momento mágico! O mundo parou para ver nos dois. John lentamente me soltou , olhou dentro dos meu olhos e falou uma coisa que no começo eu achei estranho mas depois percebi que era principalmente para me proteger.

-Pitty.

-Oi?

-Só me prometa uma coisa?

-Qual?

-Haja o que houver e aconteça o que acontecer, nunca diga que me ama!

-Mas... O porquê disso?

-Eu sei que estamos cada vez mais envolvidos, mas eu não suportaria ouvir você dizer que me ama e nosso sonho acabar.

-Mas John, eu nunca vou te deixar...

-Por favor, me prometa!

-Eu... Eu prometo!

-Cara gosto tanto de você que chega doer... Mas quero curtir cada momento com você! Me beija...

Ele não chorou ou disse isso porque iria morrer ou me deixar, ele simplesmente tinha medo de me machucar ou que eu mesmo me machucasse. Não transamos naquela noite, apenas deitamos no térreo e ficamos namorando a luz das estrelas e ao som do vento.

CONTINUA...

P.s grande abraço ao JEFFRIBEIRO!!! Amo seus comentários <3

Comentários

Há 1 comentários.

Por jeffribeiro em 2014-07-23 03:12:35
Não tem de quer RS, só estou falando a verdade gosto muito do seu romance. Sou meio novo aqui, gosto muito de ler os romances que os vcs escritores postam. Amo muito esse. Romance quando Vc postou o primeiro capítulo me apaixonei logo de cara. Bjs abraços pra Vc. Puckerman . ^^ ♡