Capítulo II

Conto de Puckerman como (Seguir)

Parte da série Vibrações

CAPITULO II

Não sei exatamente onde estava naquele momento, somente sentia um calor que vinha do outro lado da cama. Sim, havia alguém deitado ao meu lado. Não reconheci seus traços logo de cara, mas aquele rosto me era familiar. Ah, e como eu amava ver aquela feição grosseira, mas ao mesmo tempo delicada, com uma barba cerrada e uma cara de anjo que não me deixava ficar muito tempo sem admira-lo. Era ele John. Ao abrir os olhos e dar de cara com os meus, ele deu um leve sorriso e me beijou, um beijo doce e suave que acalmava todas as partes do meu corpo. Foi uma intensa demonstração de amor de ambos.

Acordei suado e ofegante, havia semanas desde que aqueles sonhos começaram a se tornarem frequentes. Eu lutava com todas as minhas forças para esquecê-los, mas era em vão. Levantei e fui tomar meu café da manha com meus pais:

-Bom dia filho!

-Bom dia pai!

-Que bom que já levantou Peter! Beba um pouco de café...

-Obrigado mãe.

-Está tudo bem com você meu filho?

-Tá sim pai, por quê?

-É que há algumas noites que eu e seu pai notamos que você está tendo pesadelos. Já acordamos várias vezes com você gritando.

-É que eu... Eu... São apenas sonhos ruins! Não se preocupem.

-Já estamos preocupados filho, tanto que marcamos algumas sessões com o doutor Rogerio pra você. Ele é um ótimo psicólogo e pode ajudar nesse seu problema.

- Mas pai...

-Sem mais! Sei que você já é adulto e não podemos te obrigar, mas filho só queremos o melhor pra você!

-Ok, obrigado... Eu irei! Agora deixe-me ir pra faculdade.

Tentei sair o mais rápido possível daquela conversa. E agora, o que eu falaria para o psicólogo? Contaria que estou tendo sonhos com o irmão da minha namorada? Que o desejo secretamente mais que tudo? Que a cada novo sonho eu preferia ficar nele pro resto da vida? Com esses pensamentos cheguei à faculdade. A aula transcorreu normal e no intervalo fui surpreendido por Samantha que chegou por trás e me beijou no pescoço.

-Oi meu amor, já estava com saudades!

-Oi amor... Eu também!

-O que aconteceu com você? Há dois dias que não responde minhas mensagens e nem se quer me ligou.

-Estive muito ocupado ajudando meu pai no escritório.

-hum, que tal pegarmos um cineminha hoje?

-hahaha, faz tanto tempo que não vou ao cinema. Eh claro amor! Vou adorar...

-Então me busque as sete em ponto hein garanhão.

-Pode deixar!

Fazia um bom tempo que eu não ia ao cinema, afinal, prefiro ficar enfiado nos livros e viver no meu mundo imaginário, mas como minha mente anda me pregando muitas peças era melhor sair com a minha namorada, voltar ao meu plano inicial que é pedi-la em casamento e esquecer quaisquer devaneios que minha cabeça inventar.

Era por volta de seis e quarenta quando cheguei em frente a casa de Samantha, mandei um sms que logo foi respondido pedindo que eu a aguardasse. Passaram-se por volta de umas meia hora, eu liguei e ela não me atendeu, resolvi descer do carro e ir ver o que havia acontecido. Toquei a campainha e levei um susto quando vi John abrir a porta:

-E ae cara!

-Oi! Aconteceu algo com a Sa... Samantha? O Que houve?

-Amor –disse ela choramingando- eu estou horrível! Aquele maldito creme pro rosto me deu alergia e estou toda vermelha.

-Nossa que horror amor! Quero dizer, que droga hein! Então vou ficar aqui com você.

-Nem pensar! Não quero que me veja assim tão horrorosa... Aqui estão os ingressos, vai assistir com o John, faz dias que ele não sai também!

-Ah, por mim pode ser... Tô de saco cheio de ficar nessa casa mesmo! Tudo bem pra você Pitty?

-Pode ser... Sem problemas!

-Vão lá e divirtam-se por mim, e juízo hein! John cuida do meu Pitty por mim, tá? Beijos

-Hahaha pode deixar maninha, vou cuidar do seu bebezão.

Meu rosto corou na hora, fiquei envergonhado como que o John disse, principalmente quando ele passou a mão em meus cabelos.

Chegamos ao cinema e John me puxou para sentarmos no fundo, não entendi o porquê já que havia poucas pessoas e os lugares do meio que são melhores estavam vazios. Nos sentamos e o filme começou, era uma comedia romântica que Samantha havia escolhido para assistirmos. Em certo momento do filme eu olhei para John, tinha evitado fazer isso desde que chegamos, e percebi que ele também me olhava. Ele virou sua mão em um sinal de convite para eu aperta-la e apenas correspondi. Coloquei minha mão em cima da dele e elas se fecharam, rapidamente olhei para o filme e antes que voltasse a olhar novamente em sua direção, sua mão livre alisou meu rosto e guiou o caminho de nossas bocas. Nos beijamos e foi real.

continua...

Comentários

Há 1 comentários.

Por jeffribeiro em 2014-07-21 23:26:51
Ansioso pelo próximo capítulo. Ta perfeito ^^