Capítulo I
Parte da série Vibrações
Bom galera já estou de volta com uma nova série. Boa Leitura e não deixem de comentar.
- Oi
- Oi!
-Meu nome é Peter!
-Claudio!
-Prazer!
-Escuta... Você já fez algo assim antes?
-Acho que não... E você?
-Algumas vezes. Esta com medo?
- Um pouco... Quer dizer, você não acha estranho isso?
-Ás vezes sim, mas vale a pena a maioria das vezes.
-Como é mesmo seu nome?
-Claudio.
-Ah, é verdade...
-Escuta se não quiser está tudo bem!
-Não! Não, eu quero... Eu acho!
-Fica parado então, deixa que eu começo.
-Ai! Vai devagar, nunca fiz algo assim antes!
-É só relaxar que a dor logo passa.
-Caralho que merda!
-Shiii... Fica quieto! Só mais um pouquinho... Pronto! Como está se sentindo?
-Por enquanto nada. Deu certo?
-Espera um pouco que logo vai fazer efeito.
-Caralho porque os prédios estão dançando? Tá tudo colorido... Velho que loko!!!
-É isso ae irmãozinho, curte a brisa... Ande você tá indo? Velho espera... Caralho não vai ai!!! Cuidado... Ai meu Deus!!! Fudeu! Muleque otário... Deixa eu fugir.
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CAPITULO I
“Dizem que quando estamos prestes a morrer nossa vida passa toda diante dos nossos olhos. Aqui estou eu, deitado no meio de uma das avenidas principais da capital. Carros passando a todo o momento e eu sem força alguma para me levantar ou simplesmente fugir, acho que a pancada foi forte de mais, devo ter quebrado todos os meus ossos. Caminhonete maldita que não teve os freios fortes o suficiente para parar, motorista idiota que não soube desviar de um jovem drogado dançando na rua. Os paramédicos não devem estar fazendo o trabalho direito, droga de vida! Minha vista está escurecendo, já não vejo muita coisa. Estou tão cansado... Talvez a morte seja um alívio a corações amargurados, a pessoas medíocres ou a gente igual a mim que só faz burrada... Por que essa luz tão forte? Será que é essa a tal luz que se vê quando morre? Estou morto? Eu só queria... Eu só... Queria...”.
UM ANO ANTES
Nada como começar o ano com o pé direito. Passei para mais um ano na faculdade, meus pais me deram um carro de presente de aniversário e estou namorando a garota mais incrível da cidade, Samantha. Eu acredito em finais felizes, e acho que esse é o começo de uma nova história em minha vida, vou pedi-la em casamento.
-Oi meu amor!
-hum, aonde esta o cara mais gato dessa faculdade?
-Serve esse aqui? A propósito te trouxe um presente.
-Ah, é? Deixe-me ver o que é... Uai, que lindo amor!
-Essa correntinha com o pingente de um beija-flor, é algo especial que me faz lembrar de você.
-Ai amor, adorei!
-Que tal jantarmos hoje?
-Eu adoraria, mas tenho um jantar em família, meu irmão chega hoje na cidade e meus pais querem todos juntos. Por que não vem jantar conosco?
-Tudo bem então, mas depois vamos sair porque quero você só pra mim hein mocinha!
-Hahaha bobo, pode deixar que depois serei toda sua!
-Vem cá e me beija daquele jeito que só você sabe...
Cara, como eu gostava aquela garota. Apesar de nunca termos feito sexo, mesmo depois de três anos namorando, ela me completava de uma forma que nunca ninguém conseguiu. Era como se tivéssemos nascido para sermos um do outro, algo como amor pra vida inteira.
Sete horas em ponto, se tinha algo que o Sr. Helton gostava era de pontualidade. E ali estava eu, apertando a campainha e sendo recebido de braços abertos pela minha namorada. Já se encontravam na casa meus sogros e dona Marta, a governanta da casa. Mas até o momento nada do famoso irmão de Samantha. Ao que eu sabia, o cara tinha ido para a França estudar a alguns anos e agora esta voltando para morar aqui novamente.
-Boa noite! Sr. Helton, Sr. Olivia! Marta...
-Boa noite meu rapaz! Como anda a faculdade?
-Muito bem senhor!
-E o casamento de vocês dois quando sai?
- PAI!
-Werbeth Helton, não pressione o jovem rapaz!
-É... Eu queria mesmo falar disso...
-Então esse é o famoso namorado da minha maninha?
Quando ia terminar a minha frase e pedir a permissão para me casar com a filha deles, virei e olhei para as escadas para ver o tal irmão, meus olhos me permitiram ver uma das cenas mais lindas da minha vida. Um anjo, loiro e de olhos azuis descia em minha direção, sem dúvida foi a coisa mais incrível que me aconteceu. Fiquei paralisado alguns segundos enquanto ele estendia o braço para me cumprimentar. Meu transe não durou muito, mas permaneci encantado com aqueles olhos, aquela boca, e por uma fração de segundos me segurei para não beijá-lo. Tudo isso foi algo muito assustador pra mim, pela primeira vez me sentia atraído por um homem e o desejava mais que qualquer coisa nessa vida.
-Prazer, John!
-Pe... Peter!
-Amor esse é meu irmão, ele terminou sua faculdade e agora vai montar sua galeria de arte aqui em São Francisco.
-O jantar está servido.
-Obrigado Marta, vamos jantar.
-Fiquei sabendo que você faz jornalismo Peter.
-Sim, é uma boa área. Apesar de que também quero fazer historia.
-Peter é um rapaz encantador, sempre fazendo minha pequena feliz.
-Que ótimo! Fico muito feliz por vocês dois.
O jantar correu muito bem, mas ao final, o planejado passeio não ocorreu. Minha cabeça estava confusa com tanta informação e desejos. Não consegui dormir aquela noite, tive vários sonhos com John, que me despertavam com uma necessidade incontrolável de vê-lo. Por volta de umas três horas da manha, quando após um banho para esfriar a cabeça, tentava dormir novamente minha campainha toca. Fui enrolado em uma toalha abrir a porta, olhei através do olho mágico e o vi. Mal abri a porta, ele entrou e me agarrou, me jogou na parede olhou dentro dos meus olhos e perguntou se eu também queria. Não falei nada, apenas confirmei com a cabeça e o beijei. Não foi um simples beijo, foi algo indescritível, algo que nunca aconteceu comigo e com Samantha. Ele me levantou, me colocou na sua cintura e me carregou ate a cama, sem em momento algum nossos lábios deixarem de se tocar. Foram horas mágicas, onde nos tornamos um só. Que Deus grego! Que corpo! Que voz! Ele sussurrava baixinho que desde o momento em que me viu, sabia que precisava me ter, que eu tinha que ser dele ele ser meu. Sussurrava que não iria me machucar e que aquela seria a melhor noite de nossas vidas. E foi!
Na manha seguinte quando acordei, novamente vi um anjo. Só que dessa vez ele estava deitado ao meu lado velando meu sono e acariciando meu rosto. Sabe quando você está sonhando e não quer mais acordar? Pois é, foi tudo um sonho. Acordei e estava sozinho. John nunca estivera ali e nem se quer sabia onde eu morava. Uma parte de mim ficou aliviada por aquela loucura nunca ter acontecido, outra parte ficou triste, pois foi algo tão real e especial que desejei ser eterno.
Quando cheguei na faculdade, de cara encontrei Samantha e John na escadaria me esperando. Corei na hora, e ao vê-lo me veio lembranças do sonho e automaticamente comecei a ter uma ereção que tentei esconder com meus livros.
-Oi meu amor!
-Oi... Oi John!
- E ae?!
-Amor, meu irmão veio te chamar pra vocês irem ao lago pescar. Falei que iria, mas fiz o cabelo ontem e nem morta posso me molhar.
-Mas...Mas tenho aula agora!
-Falo que você está doente.
-Vamos lá Pitty, faz muito tempo que não vou ao lago. Quero muito dar um mergulho.
-Mas ta frio!
-Ora, vamos! Vai ser divertido...
Não sei se estava mais nervoso com o fato de estar sozinho em John ou com o fato de ficar completamente vulnerável perto dele. Estava viajando em meus pensamentos quando de repente o carro parou e ele me encarou.
- O que você realmente quer com a minha irmã?
-Hãn? Co... Como assim?
-O que você pretende? Se casar? Ter filhos? Uma família?
-Acho que sim...
-Ela é o que eu tenho de mais precioso que não vou deixar que ninguém a machuque! Entendeu? Nem eu mesmo...
-Entendi... Como assim você mesmo?
-Se for preciso esconder esse desejo que eu sinto de te beijar toda vez que está perto de mim, de te abraçar, de te colocar em meus braços...
-John...
Quando nos demos conta, já estávamos nos beijando e tirando nossas roupas, só que ao contrario do meu sonho ele estava mais feroz, mais selvagem. Arrancou minha roupa e começou a me morder, beijar minha boca, me chupar e a chamar meu nome...
-Pitty... Pitty... Pitty acorda!!! Chegamos.
-Hãn? Onde?
-Estamos no lago, você dormiu o caminho inteiro!
-Desculpa!
-Tava sonhando comigo?
-Hein? NÃO!
-Falou meu nome umas três vezes... Hahaha
-Não, eu... Eu não me lembro!
-Hahaha fica de boa, vamos dar um mergulho?
-Vai lá, vou me alongar um pouco.
Eu estava enlouquecendo. Era isso! Estava ficando louco. Era óbvio que aquilo tudo era coisa da minha cabeça, mas quando estava com John não sabia o que era real ou fantasia. Ele estava de sunga, deitado embaixo de uma sombra quando me aproximei, conversamos a manhã inteira e pescamos um pouco e não mais tive alucinações novamente. O dia transcorreu normalmente, nos divertimos bastante e chegamos ao final com um belo pôr-do-sol.
continua...