Cap.0: Prólogo

Conto de Misteryon McCormick como (Seguir)

Parte da série Paixão Secreta [3ª Temporada]

PRÓLOGO

Tive um colapso mental e quase matei meu pai e meu ex-marido. Isso não é tudo. Quase o fiz no meio da rua. É claro que agora eu estava Arrependido de quase tê-lo feito. Havia tido todas as vinte sessões com Jay. Ele me disse que eu estava mais do que pronto para viver em sociedade. Ainda bem que ele foi meu psicólogo. Conheci Rupert e ele parece ser um cara legal. Quem sabe não aconteça algo entre nós?

Estávamos todo nos tribunal em San Diego. Roman era meu advogado e eu estava sentado ao seu lado. Estávamos prontos para apresentar nosso caso. Nem Adam, nem meu pai haviam prestado queixas e ambos estavam lá. A todo momento olhava para trás e via meu pai e sua feição dizia: “Me perdoe por tudo o que disse”.

Stephen também estava no tribunal. Ele disse que depois que eu fosse liberado me levaria para jantar e que teríamos uma noite divertida. Não sei bem o que ele quis dizer com isso, mas eu topo qualquer coisa, afinal estou feliz por estar passando por essa fase em minha vida.

- você está pronto? – perguntou Roman.

- estou.

- você vai sair dessa – falou Roman – a palavra que mais pesa na decisão do juiz é a do psicólogo.

- ainda bem – falei respirando fundo.

Todos ficaram de pé, porque o juiz Mitchell entrou na corte. Ele se sentou e todos nós também nos sentamos. Algumas testemunhas do ocorrido deram seu depoimento. Uma mulher assustada, um homem que estava do outro lado da rua e até o filho dele de doze anos que contou como ficou assustado ao me ver com a faca na mão indo em direção aos “dois homens”. Foi assim que ele se referia a Adam e Larry. Adam estava sentado ao lado de meu pai.

Estava nervoso e ansioso, minhas pernas balançavam e eu contava os dedos tocando na ponta de todos eles indo e voltando.

- já que não temos mais ninguém que possa dar seu testemunho, gostaria de chamar o Dr. Jay Silver Rodriguez.

Jay se levantou e deu alguns passos se sentando na cadeira do réu. Ele levantou a mão direita e jurou dizer a verdade.

- Dr. Rodriguez… – falou o juiz olhando as anotações que Jay fez de todas as sessões – o Sr. Fabray compareceu a todas as sessões?

- sim senhor meritíssimo. Em todas.

- eu li suas anotação. Várias e várias vezes, mas gostaria de te perguntar uma coisa.

- pode perguntar – falou Jay olhando para mim.

- O Sr. Fabray demonstrou algum sinal de arrependimento pelo o que “quase” fez?

- sim. Foi exatamente nesse ponto quer mais trabalhamos no começo. Ele se arrependia profundamente e ficava de martirizando. Ele pensava muito em como seguiria com a vida se tivesse feito o que pretendia.

- então ele se arrependeu?

- sim. Tenho profunda certeza deque ele se arrependeu.

- bom… era só isso que queria perguntar – falou ele fechando o relatório – você então concorda que ele está apto a viver em sociedade? Concorda que esse “surto” foi apenas um episódio isolado?

Jay olhou para mim antes de responder.

- diz logo – cochichou Roman para sí mesmo.

- não – falou Jay respirando fundo – eu não concordo.

Quando disse isso todo o tribunal demonstrou surpresa. Inclusive eu. Senti meu coração parar por alguns segundos. Perdi meus sentidos por alguns segundos e logo eles voltaram. Todos cochichavam.

- silêncio por favor – falou o juiz Morrison batendo o martelo.

Depois que a ordem voltou o juiz voltou a falar com Jay.

- senhor não acha que ele está apto a viver em comunidade?

- não. Não concordo que foi um surto isolado. Já aconteceu antes e tenho medo de que aconteça de novo.

- nunca aconteceu antes – falei me levantando – ele está mentindo excelência.

- sente-se por favor Sr. Fabray ou vou pedir para prendê-lo.

- sente-se Mike – falou Roman puxando meu braço fazendo-me sentar.

- me perdoe doutor, mas poderia exemplificar por gentileza? Quando diz que “já aconteceu” apo que se refere?

- me perdoe, não quis dizer que aconteceu a mesma coisa. Eu estou dizendo que o Sr. Fabray tem propensão a tomar decisões precipitadas. Ele toma decisões erradas, se arrepende e dez minutos depois toma outra decisão errada e se arrepende logo em seguida. É um ciclo que deve ser quebrado. Temo que se continuar desse jeito, em breve ele pode causar um mal a outra pessoa além dele.

Estava tremendo de raiva. Como Jay pode fazer isso comigo? Depois de todas as sessões? Depois de tudo o que ele me disse? Ele podia ter me dito qual seria a sua decisão. Me pouparia desse sentimento oque estou sentindo agora.

- isso é tudo o que preciso – falou o juiz olhando para mim – se levante para a sentença por favor – falou o juiz.

Roman e eu nos levantamos.

- não importa o que ele diga, eu vou recorrer – falou Roman em minha orelha.

- ok – falei nervoso.

- bom, devido aos fatos apresentados pelo Dr. Jay Rodriguez, não tenho mais o que dizer. Não posso negar o que ele disse, pelo bem da sociedade eu digo que você fique recluso em um hospital psiquiátrico por dezoito meses. O tempo pode ser alterado levando em consideração sua melhora e seu comportamento. Você ficara no Hospital de Sanidade Mental de San Diego.

O juiz disse isso batendo o martelo e se levantando, dizendo que a sessão estava encerada.

- o que? Eu não sou louco – falei desesperado olhando para Roman – não posso ir para um hospício Roman.

- fique tranquilo Mike. Estou aqui por você. Vou recorrer a essa decisão. Você não é louco.

Jay se levantou do banco dos réus e veio até mim e antes que chegasse perto o suficiente para eu soca-lo Roman pediu que ele se afastasse.

- o que você fez seu desgraçado? – perguntei com muita raiva de Jay.

- fiz isso para seu bem Mike.

Os policiais vieram me algemar. Ficaria algumas horas preso até que o hospital viesse me buscar.

Comentários

Há 1 comentários.

Por dfc em 2014-10-07 22:00:39
Nossa coitado do Mike :(