Cap.21: Afrodite

Conto de Misteryon McCormick como (Seguir)

Parte da série Paixão Secreta [2ª Temporada]

Três semanas se passaram desde que tinha visto Felix. Quando o vi minha reação foi surpreendente. Virei as costas e segui pelo caminho oposto até encontrar um taxi ao qual eu entrei.

Não contei nada sobre isso a ninguém. Não sentia exatamente nada sobre ele. Rupert continuava em San Diego me ajudando. Ele havia pegado férias mais cedo. Até hoje eu não havia me sentido seguro o suficiente para me entregar a ele outra vez, sei que pode parecer bobeira, mas estava me sentindo inseguro. Larry continuava querendo conversar comigo, mas eu não estava interessado.

Na terça-feira Rupert foi comigo outra vez até o apartamento de Adam.

- bom dia – falei abrindo a porta. Adam estava parado na cozinha sem camisa.

- bom dia – respondeu Adam – ele andou de volta até o quarto e vestiu a camisa.

- bom dia Adam – falou Rupert com um aperto de mão e um tapa no ombro de Adam – parece que você está bem melhor hein?

- bem melhor Rupert. Com ajuda de vocês é meio difícil não se recuperar.

Adam e Rupert tinham se tornado amigos nesse meio tempo. Todos os dias ia na empresa resolver problemas de Adam e os dois ficavam lá. Os dois conversavam assistiam futebol americano, tomavam cervejas… estava contente que nosso relacionamento fosse assim. Não queria ser inimigo de Adam. Rupert conseguiu superar os ciúmes e eu já não ficava tenso quando estávamos os três juntos. No inicio tinha medo de que dissesse algo errado e Rupert ficasse com raiva, mas agora até ele brincava comigo e Adam.

Certa vez estávamos os três conversando. Eu fazia o curativo em Adam e ele perguntou a Rupert se eu continuava um fura cão na cama. É claro que Adam estava provocando, mas Rupert apenas riu e mentiu dizendo que noite passada eu havia sido um tsunami. A partir dai Adam começou a parar as brincadeiras e cultivar a amizade.

- E ai? – falei me aproximando – Marisol fez um bom curativo ontem?

- bom… na verdade… – falou Adam rindo sem graça.

- ela não veio? – falei levantando a camisa e vendo o curativo mal feito que adam tentou fazer nele mesmo.

- não.

- pelo amor de deus Adam, eu estava vindo todo dia, ontem a filha da mãe disse pra você que não precisa deu vir.

- você devia ter vindo, nem sei porque ela quer vir. Deve estar tentando me conquistar – falou Adam rindo.

- porque você não dá uma chance a ela? – falei seguindo Adam até a cama.

- Se ele aceitar, nesse ritmo ele vai estar morto antes do ano novo – falou Rupert.

- tá ficando doido? Eu não quero ela – falou Adam se sentando e tirando a camisa outra vez – ela tem meu bebê e meu dinheiro, mas esse corpo aqui não ter.

- não mais né Adam? – falei tirando o curativo – você teve uma noite ultra especial com ela, deve ter traçado ela’ até de cabeça pra baixo e agora fica se desfazendo dela. Eu sei que fala isso só porque estou aqui.

- deixa de ser bobo – falou Adam – sabe que meu coração é só seu.

Dei um belisco nele.

- desculpa – falei olhando para Rupert – não liga não Rupert, se der moral pro que ele fala você vai odiá-lo por toda vida.

- não ligo – falou ele rindo – eu te amo, se me deixasse eu também não te deixaria em paz. Ficaria no seu pé até voltar comigo.

- vocês dois… - falei rindo.

- deixa que eu faço esse curativo – falou Rupert – pode ir lá resolver os problemas na empresa.

- ok – falei me levantando – tem certeza?

- já vi você fazer dezenas de vezes.

- obrigado – falei dando um beijo na boca dele – assim que resolver volto.

- até mais – falou Adam mandando um beijo.

Eu sai pela porta do apartamento e chamei um taxi como era de costume. Ao chegar na empresa entrei no elevador.

- bom dia chefe – falou Axel.

- não sou seu chefe.

- mas está aqui representando ele – falou ele rindo.

- Adam não é seu chefe, vocês são parceiros afinal vocês compraram ações.

- com pouco tempo de casa já percebi o quanto Adam é orgulhoso. Você sabe como ele é

- sei sim. Vocês salvaram o traseiro dele, mas ele não deu o braço a torcer. Gosta de ser tratado como o superior.

- com certeza – falou Axel rindo.

- Adam sendo Adam.

Cheguei ao vigésimo andar e cumprimentei Francyne e entreguei os contratos para ela. Entrei na sala de Adam e desconectei o notebook dele e coloquei na mochila. Peguei um monte de papeis que estavam em cima de sua mesa e coloquei junto.

Ao sair da sala a abrir a porta encontro duas mulheres. Marisol e outra.

- olá – falou a mulher.

- Olá. Sou Mike.

- sou Heloise – falou ela apertando minha mão – você é o marido do Adam?

- ex – falou Marisol.

- exato. Ex. você é Heloise esposa do…

- sou casada com o Nathan – falou ela.

Adam tinha me dito que Marisol e Heloise era um casal lésbico quando tentou se explicar. Puta merda, Adam era bonito, mas não era muito inteligente. Não sabia mentir, será que ele não pensou que fosse descobrir?

- isso mesmo, Nathan – falei rindo – Adam me falou.

- um prazer te conhecer – falou Heloise.

Ela entrou no elevador e eu esperei Francyne encontrar o restante dos papéis de Adam, além de conferir se estava tudo certo.

- Adam não gosta que entrem na sala dele, o que você tem na mochila? – ela perguntou insinuando que eu havia roubado algo.

- bom, ele pediu que eu buscasse o notebook, não se preocupe ok? Metade do que tem aqui dentro é meu, caso não saiba na separação Adam fez questão de me dar metade das suas ações então se eu quiser pegar essa mesa eu posso… e a propósito, adorei o curativo que fez nele. Bem cuidado.

- porque você se separou dele se continua dando em cima? Não percebeu ainda que ele não é gay? Para de tentar puxar ele pro seu time, seu ridículo.

- Marisol, sabe o que ele colocou nesse dedo? Um anel, ele estava ajoelhado. Passamos os próximos dez meses casados. A única coisa que ele colocou em você foi o pau então não fica andando por ai como se fosse a primeira dama, nem sabemos se esse bebê que carrega ai é mesmo dele.

- está aqui – falou Francyne me entregando os papéis rapidamente.

- obrigado – falei sorrindo e apertando o botão do elevador.

Não costumava dizer essas coisas, mas ela estava pedindo. E muito. Ao descer o prédio fui até a beirada da rua pedir por um taxi e foi quando pela segunda vez vi a assombração.

Felix estava a alguns passos de mim com seu sorriso cativante e seu cabelo desgrenhado. Sua barba cobria seu rosto e agora era mais grisalha do que me lembrava.

- será que dá pra alguém fechar os portões do cemitério? – falei estendendo a mão e chamando um taxi.

- é assim que você me recebe? Semana passada você saiu andando e hoje é assim?

- eu não quero te receber, dê meia volta pegue seu avião e volte para a Colômbia.

- calma, mi amigo – falou ele rindo.

O taxi parou na minha frente e eu abri a porta entrando, mas o carro não se foi porque Felix abriu a porta e se sentou ao meu lado.

- pensei que quando me visse pularia em cima de mim.

- porque deveria? Você fingiu sua morte, desapareceu por mais de sete anos e espera que eu te receba de braços abertos?

- não, mas pensei que ficaria mais feliz.

- uma novidade pra você: minha vida não congelou quando você se foi, mas eu estou querendo ir se você sair do taxi é claro.

- eu sei que você está chocado e nervoso por me reencontrar, mas eu sei que você é caidinho por mim – falou ele com um sorriso.

- você é que deve cair fora do taxi.

- eu preciso fazer minha corrida – falou o taxista.

- será que o senhor podia por gentileza chamar a policia? Eu não conheço esse homem.

- não precisa – falou Felix tirando algo do bolso e mostrando para o taxista – policia de San Diego – falou ele saindo do carro – ele rapaz que está no seu taxi está sendo procurado a um bom tempo.

- é mentira. Preciso que me leve para a…

- nem pensar – falou o taxista desligando o carro – não estou afim de ser preso.

Respirei fundo e sai do taxi.

- e então? Vai ficar empacando minha vida até quando?

- só quero conversar com você.

- posso saber porque tem um distintivo?

- não ficou sabendo? Eu me mudei de volta para San Diego.

- pelo amor de…

- porque está tão na defensiva? Me dê a chance de me explicar.

- porque você foi embora?

- por causa daquele Stephen, mas não foi só por sua causa. Estava sendo ameaçado de morte, havia descoberto um enorme esquema de tráfico. Não podia colocar ninguém em perigo. Nem você.

- podia ter me levado sabia?

- eu só atrapalharia você.

- uau. Se você soubesse o que fez com minha vida quando me deixou…

- tenho ouvido falar.

O taxi então foi embora.

- ótimo, agora vou ter que chamar outro.

- se chamar outro vou fazer a mesma coisa.

- o que você quer de mim? Já se explicou. Quer o que? As boas vindas em estilo San Diego é?

- quero que passe um dia comigo.

- não.

- não é o que está pensando. Quero que passe um dia comigo no literal.

- porque faria isso?

- porque se não fizer isso vou te infernizar pelo resto dos seus dias até aceitar.

- eu te denuncio.

- você não vai fazer isso. Sei que gosta de mim. pode não me amar mais, mas sei que no fundo você ainda tem uma quedinha pelo seu policial.

- se eu fizer isso você me deixa em paz?

- deixo, mas tenho uma condição.

- qual?

- desliga o celular. Quero você só pra mim.

- ok – falei desligando.

- ainda é cedo, já tomou café da manhã?

- você ainda trabalha disfarçado é?

- sim – respondeu ele.

- já tomei café da manhã sim.

- estou fazendo hora por essas redondezas, vem comigo. Vamos dar uma volta.

Eu o segui até que chegamos em seu carro e começamos a andar pelas ruas.

- e sua esposa? Veio com você?

- não… - falou ele rindo – ela encontrou seu Don Juan e ficou lá na Colômbia mesmo. Tinha ficado lá por causa das crianças e por ela, mas depois que ela arranjou esse namorado e ficou sério eu não vi motivo para continuar lá. Sempre que quiser posso ver meus filhos.

- sabe o que eu peso Felix? Minha vida ficou uma droga sem você, mas agora vejo que se tivesse ficaria com você teria sido uma droga bem pior.

- nossa… obrigado pela parte que me toca.

- é a verdade. Não me culpe por dizê-la.

- você ainda me ama Mike.

- não amo não Felix. Você foi um homem muito importante na minha vida, mas não sinto mais nada por você. Sentia saudades, sentia raiva, mas agora não sinto nem nojo.

- eu também não te amo mais Mike. Eu te amei por muitos anos, hoje em dia mentiria se dissesse que te amo, mas estou disposto a continuar de onde paramos se você quiser.

- eu não quero.

- como vamos fazer quando nos cruzarmos na rua?

- você será apenas um ex. Nada mais que isso.

- lembra daquela livraria?

- sim. Foi onde nos conhecemos.

- você sabe o que aconteceu dois dias depois de nos conhecermos ali?

- não.

- lembra sim. Um homem nunca esquece sua primeira vez.

- já tinha até esquecido que perdi minha virgindade com você.

- foi maravilhoso.

- méh...

Felix riu. Por toda a parte da manhã conversamos em seu carro enquanto passeávamos pelas ruas da cidade. Quando paramos para almoçar fui ao banheiro e liguei meu celular. Mandei uma mensagem para Rupert dizendo que tinha encontrado um velho amigo e tinha perdido a noção do tempo. Almoçaria com ele e assim que desse voltaria para o apartamento de Adam. Ele respondeu com um “OK” e um “te amo”.

Nós almoçamos e Felix me convenceu a ficar para uma sobremesa.

- você ainda gosta de pudim?

- gosto – falei respirando fundo.

Ele pediu dois e assim que chegou começamos a saborear.

- posso falar sério com você Mike?

- pode.

- eu queria muito encontrar você sabe? Não para reatarmos ou para fazermos sexo. Eu queria só conversar com você. Sei como afetei sua vida negativamente. Você não foi capaz de amar outra vez depois de mim.

- como você sabe?

- eu não fui – falou ele colocando outro pedaço na boca – a diferença é que sabia que você estava vivo e bem. Você não tinha esse luxo.

- você podia ter me contado.

- era perigoso. Não podia colocar sua vida em risco. Cerca de um ano atrás a quadrilha foi presa e eu tive a chance de voltar, mas não tive coragem e como eu te disse, preferi ficar com minha esposa e filhos. Apesar de não estarmos mais vivendo como um casal eles precisavam de mim.

- eu te entendo, mas ainda sim acho que deveria ter me levado. Preferia ter ido com você, na época é claro. Hoje em dia sou agradecido por não ter me levado. Tive experiências que a maioria das pessoas não terá em toda sua vida. Eu tranzei, eu chorei ou sorri eu sofri bastante, mas hoje eu me tornei a pessoa que sou.

- fico feliz por você. Era só isso que queria ouvir Mike – falou ele alisando meu braço – tudo o que sempre quis era é que você fosse feliz. Dessa maneira eu sei que ter te deixado para trás valeu a pena.

- mas e você? Como está indo – falei alisando o braço dele bem em cima de uma das suas cicatrizes. Havia me esquecido de todas as coisas que Felix havia sofrido com o pai.

- estou bem. Quer dizer… foi preciso muita terapia, mas hoje eu me aceito. Posso ser um velho, mas sou bem quem sou.

- você é bonito Felix. Tão bonito quanto no dia em que te conheci. Tenho certeza de que vai conhecer alguém.

- já conheci – falou ele rindo – seu nome é Fernando. Conheci ele na Colômbia e quando me mudei de volta para cá ele veio comigo.

- fico feliz por você. Verdade.

- ele também é policial. Ele me entende.

- fico muito feliz por você.

- você sabe que sempre será minha paixão secreta Mike.

- você também sempre será a minha. Como você disse: o primeiro a gente nunca esquece.

- verdade – falou ele apertando os lábios – você sempre terá um lugar no meu coração. Espero sempre ter um lugar no seu.

- tem sim. Sempre teve.

Depois do almoço decidi passar o resto da tarde com ele. Tive até a chance de vê-lo prender um meliante que tinha acabado de assaltar duas amigas.

Me despedi de Felix após ás 19:00. Ele me deixou em frente ao prédio de Adam.

- muito obrigado pela companhia – falou Felix.

- espero que seja feliz Felix.

- também espero que você seja. De verdade.

- obrigado – falei abrindo a porta do carro.

- posso te dar um conselho – falou ele segurando meu braço.

- pode.

- quando você ver a felicidade a sua frente, não fuja. Vá em direção a ela e se entregue de corpo e alma. Seja feliz a qualquer custo, não faça o que fiz. Não deixe a oportunidade passar.

- tudo bem – falei sorrindo e descendo do carro. Acenei quando o carro dele desapareceu no horizonte em meio as luzes da cidade.

Ao chegar na porta do apartamento e abri-la achei estranho porque a luz da sala estava apagada, mas a do quarto acesa. Dei passos leves até lá e abri a porta sem bater.

Não sei bem o que senti quando vi porque não sabia bem o que estava vendo. Adam e Rupert estavam deitados na cama vendo TV. Não estavam sem roupa e nem se pegando. Apenas deitados assistindo, mas mesmo assim achei estranho.

- bem vindo amor – falou Rupert se levantando – ficamos preocupado com você.

- encontrei uma pessoa que não via a anos e acabei passando o dia com ela – falei beijando a boca de Rupert desconfiado – trouxe seu trabalho – falei para Adam.

- coloca em cima da poltrona – falou ele apontando.

Eu fui até lá e coloquei.

- o que está acontecendo? Tem alguma coisa estranha aqui.

- Mike, adam e eu conversamos e…

- não em diga que vocês dois…

- não – falou Rupert – mas nós dois conversamos e chegamos a uma conclusão.

- qual?

- você me ama?

- claro que amo Rupert.

- você ama Adam?

- não. Claro que não.

- tem certeza?

- claro.

- diga a verdade Mike. Eu sei que você ama ele. Eu vejo como vocês dois dão certos juntos.

- não importa Rupert. Eu amo você também. Aquela noite que nós passamos untos foi tão especial para mim.

- eu sei que sim, mas você não consegue se entregar a mim porque você não pertence só a mim.

- como assim? – falei olhando para Adam. Ele se levantou da cama.

- Você ama nós dois Mike e nós dois amamos você – falou ele beijando minha boca.

- não estou entendendo – falei entre um selinho e outro.

- Adam e eu ficamos próximos esses últimos dias, conversamos bastante e acabei desabafando com ele sobre nosso relacionamento e acabei percebendo que você ama nós dois.

Nesse momento senti Adam ficando atrás de mim.

- vocês não se importa?

- sinceramente? – falou ele beijando minha boca – não. Essas últimas semanas me mostraram que não existe nada mais perfeito do que nós três juntos.

- tem certeza?

- nunca tive tanta certeza em minha vida – falou ele me beijando de língua. Sua língua húmida explorava minha boca enquanto Adam, atrás de mim explorava meu corpo com suas mãos. Aquelas mãos sabiam onde pegar.

Estava em transe, mas logo sai daquele sonho.

- não posso – falei parando de beijá-lo.

- ele me contou – falou Adam. Eu me virei a ele.

- você ainda me quer?

- como nunca – falou ele beijando minha boca.

Rupert se afastou e tirou a roupa se deitando na cama apenas de cueca.

- e o bebê? Nós nos separamos porque você não cuidaria do seu filho.

- eu posso ter um filho e te ter. Eu juro que serei o melhor pai do mundo, mas só se você estiver ao meu lado.

- tudo bem – falei beijando a boca dele. Me afastei e Adam tirou a roupa com exceção da cueca e se deitou ao lado de Rupert.

- Um relacionamento a três pode funcionar, deus sabe que amo muito vocês dois, mas não posso me arriscar a transmitir algo para vocês.

- É por isso que. – falou Adam olhando para Rupert – nós dois conversamos e decidimos que não queremos que vocês nos transmita o vírus sem querer.

- como posso não transmitir o vírus sem querer? Se nós três tivermos um relacionamento o risco vai estar aqui.

- o risco existe e nós queremos correr esse risco – falou Rupert – deita aqui com a gente – falou ele batendo a mão entre ele e Adam – nós te amamos, prove que nos ama e seja nosso essa noite.

Respirei fundo e pensei sobre o que Felix me disse. Estava na hora de ser feliz.

Apaguei as luzes do quarto e tirei minha roupa me deitando entre os dois. Fechei os olhos enquanto sentia eles explorando meu corpo com suas línguas e com suas quentes e fortes mãos. Estava finalmente preparado para essa noite. Tive um sonho parecido certa vez, mas agora tenho certeza de que estou bem acordado.

Comentários

Há 3 comentários.

Por Ryan Benson em 2014-09-10 20:50:22
Confesso q prefiro mais o trio Roman, Mike e Steve do q este atual rsrs. Eu acho um pouco estranho esse negocio de relação a tres, mas essa serie é tão boa q é impossivel parar de ler. É uma pena mesmo q o Mike e o Felix n voltaram, mas enfim, como vc disse a historia é sua, é tu q manda nessa poha toda kkkk. Ansioso pra ler o proximo capitulo. Um abraço. PS: pq o nome desse capitulo é Afrodite?...
Por ell em 2014-09-10 12:38:17
Perdoe-me eu fiz a critica sem pensar em todos os angulos. E sim voce esta totalmente certo. E voce nao é obrigado a agradar td mundo, eu q fui abusado em pensar assim. Mas nao imagino minhas noites sem a leitura de Paixao secreta. Quando acabou a primeira temporada, eu fiz a releitura do conto.. rsrs.. amo de coração! Desejo sucesso para você e o conto. Reli este capítulo, e admto ficou muito bem escrito. A sua imaginação é um dom muito especial!
Por ell em 2014-09-10 00:42:27
Esse conto sempre foi perfeito.. mas virar orgia, infelizmente estragou o conto.. todos esses meses, desde a primeira temporada.. tudo foi estragado por causa desse capitulo. Perdoe-me.. contudo você é o melhor escritor que ja tive o privilegio de ler algum trabalho. Acompanhei os 5 meses da primeira temporada.. Enfim ate aqui.. voce é capaz de dar a volta por cima e melhorar essa parte ae.. # só uma opiniao, mike é perfeito com Felix...