Capitulo VIi
Parte da série O poder da salvação
Capitulo XII
_ Você pode repetir?_ Ela folou incredula.
_Eu e Cleber somos meio irmãos._ Mc disse meio constragido.
_Ata tudo bem, se você realmente fala a verdade me mostre seus poderes._ A cacheada cruzou os braços enquanto o desafiava.
_Você acredita em mim._ O gordinho falou rindo.
_Gente._ Cleber murmurrou.
_Espera ai._ Gabi levantou da mesa e fez um gesto para o menor se calar._ Quer dizer que você pode ler mentes._ Gabriele gritou impaciente.
_ Mais ou menos. Apenas consigo saber quando as pessoas estão sendo sinceras._ Mc falou sem se alterar._ E você acredita em mim!_
_Ei pessoal._ Cleber tentou pronunciar se, mas foi interrompido pelo gesto da cacheada.
_ Olha aqui espero que isso tudo não seja lorota, pois esta historia esta muito mal contada. Se vocês são irmãos, quem é o pai de vocês?_ A cacheada questionou , enquanto tentava controlar o nervosismo.
_ Eu não sei._ Mc respondeu simplesmente.
_ Gente! _ Cleber gritou desesperado!
_ Que foi? _ Tanto Gabriele quanto Mc gritaram em unissono.
Cleber não falou nada apenas apontou para horizonte. A garota e o gordinho olharam para trás para ver o estabelecimento pegando fogo.
Rapidamente Gabi agarrou o braço do menor e o puxou.
Varias pessoas estavam do outro lado da rua observando o fogo consumir o predio.
_Cade o Mc?_ Cleber questionou.
A cacheada olhou ao redor, mas não conseguiu encontrar o gordinho.
_Não sei, ele sumiu._ Gabriele falou enquanto novamente olhava em volta._ Perai aquele não é o funcionario novo lá do mercado?_ Gabi apontou para o loiro lá na ponta da esquina.
_É sim._ Cleber murmurrou enquanto forçava a visão.
_ Enfim acho melhor irmos, provavelmente o Mc deve ter ido embora._ A chacheada afirmou.
O moreno sem protestar seguiu a garota.
_ Você realmente acredita nele?_ Gabi questionou o menor.
_ Eu não sei._ Cleber disse em um desabafo. _ Mas na hora em que ele estava falando tudo aquilo, eu senti que era verdade._ O moreno pós a mão no bolso da calça, enquanto a dupla caminhava em ritimo lento.
_ Sendo sincera, no momento em que ele sorriu e disse que eu acreditava nele, senti um calafrio. Era como se ele estivesse dentro de mim, foi algo muito estranho._ Gabriele enquanto dizia colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.
_ O que você quer dizer com isso?_ O moreno perguntou confuso.
_ Só acho que devemos tomar cuidado._ A cacheada parou em frente a grande ponte metalica onde lucas quase havia caido. _ Até onde sabemos o proprio Mc pode ter colocado fogo no bar._ Gabi falou cautelosamente. _ Eu vou te deixar aqui, pois minha casa fica subindo a rua, tchau._ Gabriele se despediu dando um beijo no menor.
Cleber ficou ali vendo a garota se afastar. Logo as luzes dos postes se ascendendo avastaram os devaneios do menor.
O moreno olhou para a ponte e suspirou. Acelerando o passo e evitando olhar para a rodovia abaixo. Cleber caminhou de cabeça baixa.
Sons de passos não muito distantes chamaram a atenção do menor. Ele discretamente virou a cabeça para atrás para ver quem estava caminhando.
_ Ei Cleber sou eu o Mc._ A silhueta lá atrás alertou o menor, que suspirou aliviado.
Rapidamente o gordinho alcançou o moreno.
_Esta tudo bem?_ Mc perguntou meio desajeitado, pois a curta corrida que ele havia feito tinha tirado todo folego.
_ Esta._ Cleber falou sem jeito.
_ O que foi?_ Mc após questionar, parou e olhou profundamente para o menor. _ Definitivamente tem algo que esta encomodando você._ Mc afirmou com absoluta certeza.
_Ta certo vou dizer, estou com o pé atrás com você._ O menor desabafou.
_Porquê?_ O gordinho perguntou confuso.
_Bem porquê confiaria em você, se nem seu nome eu sei._
_Bem não seja por isso._ No momento em que eles atravessaram a ponte, Mc parou._ Meu nome é Matheus Costa, sou estudante de filosofia, faz anos que descobri essa minha habilidade. A cerca de dois meses eu conheci uma garota, e ela tinha habilidades assim como eu e você._ Matheus olhou para o chão e depois para o menor._ Bem, eu me apaxonei por ela. Começamos a namorar. Foram os dias mais felizes da minha vida._ A voz do Mc soava em um tom triste e melancolico._ Uma noite ela saiu para buscar algo em uma farmacia e nunca mais voltou._
Cleber ficou estagnado ali. No fundo ele sabia que tudo dito pelo Matheus era verdade. O menor se aproximou do Mc e pós a mão no ombro do gordinho.
_Eu sinto muito mesmo._ Cleber sussurrou.
_Imagina eu ja superei. Infelizmente ela não morreu de um jeito normal. Os policiais me disseram que o cerebro dela esta mais batido do que milk shake. Desde então venho pesquisando, e encontrei dezenas de casos de assasinatos semelhantes, e todas as vitimas possuiam os sinal de nascensa na mão._ Matheus fez uma pausa para pensar.
_E..._ Cleber iria se pronunciar mas interrompido.
_ Se eu estou aqui é para te ajudar e previnir que aconteça qualquer coisa contra nós._ Mc estendeu a mão sorrindo. _ Por isso proponho uma especie de aliança ok?_
_ Pode ser._ O moreno segurou a mão do gordinho e apertou.
_ Tudo bem, amanhã então eu entro em contato com a gabi, e convermos com mais calma._ Matheus falou desfazendo o aperto.
_ Então até._ O menor se despediu vendo o gordinho subir a rua.
O moreno desceu a rua sozinho, os poste iluminavam a noite escura. Cleber mexeu no bolso da calça e retirou o celular do bolso. Ele ficou um tanto quanto desanimado ao saber que a tia não havia ligado.
O menor estava a poucos metros de distancia do mercado onde trabalhava. Não muito distante o moreno pode ouvir um som de sirene.
Cleber acelerou o passo e atravessou a avenida. No final da rua o menor pode ver a viatura estacionada. O moreno não soube quando tinha começado a correr, mas ali estava. Não muito distante da casa onde morava, Cleber pode constar que realmente a viatura estava estacionada na frente do portão dele.