Capítulo V - Editado
Parte da série O poder da salvação
Notas da Beta: Olá Pessoal, Tudo bem? demorou mais ta ai mais um capítulo... esculpem a demora, mas eu sou um ser muito complexo pra editar textos,... mas enfim isso é erro de fábrica..... Dessa vez não teremos as notas do autor porque ele é uma vaca =P e falando nele, quero avisar que ele finalmente conseguiu um celular! Então os capítulos devem ser postados com mais frequência (... eu acho...)
Mas é isso, espero que gostem, comentem duvidas ou o que desejarem...
Boa Leitura XD
Capítulo V - Editado
Como assim vocês não sabem? - Gritou Gabriele.
Cleber teve uma ligeira impressão de que a garota iria explodir de tão vermelha que estava.
Ambos os garotos ficaram em silêncio, o que obviamente a deixou mais inquieta.
- Tudo bem Cleber, já que você pode levitar as coisas... me levante como fez com o Lucas! - Disse Gabriele forçando o auto controle. Infelizmente, a ausência da resposta não ajudou.- Tudo bem então, já não querem falar...
Após explodir ela deu de costas e seguiu em direção a saída. Lucas, que estava sentado no sofá, levantou e foi em direção a ela.
- Calma, não estamos escon-... O maior tentou acalmá-la mas foi interrompido por um empurrão.
- Eu não sou idiota! - Gritou dando meia volta e indo até a cozinha, onde começou a socar a porta do armário.
Cleber estava tenso, já que a garota não parava de pronunciar chingos e de esmurrar o armário. O último soco fez com que um martelo que encontrava-se em cima do armário se movimentasse, e estava a ponto de cair bem em cima dela. Cleber não conseguiria presenciar algo assim. Fechou os olhos e gritou:
- Pare!
Novamente, a sensação de peso voltou.
Silêncio.
Passado alguns segundos, Cleber encorajou - se e abriu os olhos lentamente. Viu Gabriele encostada na parede surpresa, olhando para o martelo que flutuava.
Cleber... - murmurou Lucas.
No momento em que o menor virou o rosto, ouviram o som do martelo caindo no chão, e foi então que compreendeu. Colocou a mão no nariz e constatou que estava sangrando.
Saiu da sala correndo e foi em direção ao banheiro, e se assustou após ver seu reflexo no espelho. Não era apenas o nariz que sangrava, mas os ouvidos e os olhos também. Abrindo a torneira, jogou um punhado de água no rosto. Repentinamente, sentiu - se fraco, ate que caiu no chão imponente e aos poucos, sentiu seus olhos pesarem.
('.')
A luz escapava das brechas da cortina. Abriu os olhos com dificuldade... a cabeça parecia que ia explodir, a dor era insuportável. Acumulou forças para poder levantar, e em seguida, com passos curtos e lentos, saiu do quarto e atravessou o corredor que ia em direção a sala.
- Finalmente acordou Cleber, você está bem? - Lucas que se encontrava na cozinha, agora diria-se a sala, ainda mancando.
- Sim, estou - Declarou enquanto se sentava no sofá. - Que horas são?
- Deve ser umas duas horas da tarde. - Respondeu Lucas sentando - se ao seu lado. - Você me deixou preocupado... não faça mais isso. - Disse com a expressão séria.
- Não foi minha culpa! - Protestou Cleber, levantando do sofá. - Não sei o que aconteceu, por um momento estava de pé, mas quando percebi já estava no chão. Dito isso, voltou a se sentar, agora com expressão de quem aparentava estar frustrado.
- Tudo bem, relaxa... - Disse Lucas tentando acalmá - lo. - ah, mudando de assunto, sua tia ligou avisando que só voltará amanhã por conta da chuva. - Comentou enquanto levantava - se e voltava para a cozinha. - E também conversei com o Richard, e ele nos liberou do trabalho por hoje. - Comunicou ao menor com um enorme sorriso no rosto, enquanto pegava um cacho de uva . - Tem certeza de que você está bem? - Perguntou novamente, vendo que Cleber parecia desconfortável.
- Estou sim... - Respondeu por fim. - É só o cisto que está incomodando. - explicava ao outro enquanto massageava a cabeça, mas foi interrompido pela campainha. - Eu atendo. - Disse de imediato, levantando e indo em direção á porta.
- Gabi?! - disse surpreso.
- Parece que está melhor. Disse Gabriele atravessando a porta com uma bolsa enorme.
Fechando a porta, Cleber acompanhou a garota até a sala e se sentou no sofá.
- Lucas venha aqui... - Gabriele chamou enquanto se sentava e retirava da bolsa um monte de papéis.
instintivamente, Lucas voltou para a sala, sentando - se ao lado do menor.
- Você conseguiu? - Questionou Lucas
- Sim, aliás Cleber, te trouxe um comprimido... - Disse mexendo na bolsa e entregando - lhe uma cartela de pílulas.
- Como sabe que eu preciso disso? - Perguntou.
- Eu estudo medicina... quem acha que cuidou de você enquanto estava inconsciente? - Esclareceu voltando a atenção para os papéis.
Cleber olhou para Lucas, que o observava, e por um instante se sentiu constrangido. "Será que enquanto estava inconsciente, aconteceu algo entre eles?" - Pensou.- O que são esses papéis? Perguntou tentando esquecer aquele pensamento.
- Enquanto dormia, eu e a Gabi resolvemos fazer uma pesquisa... - Disse. - E então, o que você trouxe? - Perguntou Lucas enquanto se agachava para ajudar a garota com os papéis.
- E pesquisei e encontrei algo magnífico - Respondeu a garota enquanto se levantava, sorrindo. - Não tenho certeza absoluta disso mas, parece que você não é o único. - Disse olhando para Cleber. - Encontrei depoimentos de pessoas que afirmam ter, ou conhecer alguém com características semelhantes a essa sua habilidade. - Isso ai é um dos depoimentos que encontrei na internet. O blogueiro chamado MC, chama as pessoas com essas peculiaridades de "Psiquês" - Gabriele estava tao entusiasmada que falava muito rápido.
- Espera... quer dizer que existem outras pessoas além dele? - interrompeu Lucas.
- Basicamente. De acordo com o blogueiro, a vários indivíduos com a Psiquês. O mais impressionante é que além de levitação de objetos, eles também podem desenvolver outras habilidades usando a capacidade mental. - explicava quando foi interrompida denovo, agora por causa dos papéis que haviam caído.
- quer dizer então que existe alguém por ai lendo mentes? - Perguntou Cleber, que aliás esteve quieto até agora.
- Sim. - Respondeu Simplesmente.
- Então ele também pode ler mentes? Perguntou Lucas confuso.
- De acordo com o MC, sim. Todos os Psiquês tem potencial para todas as áreas do domínio mental. E através de alguns eventos naturais, essas áreas evoluem.
- Então quer dizer que através da minha queda isso pode ter estimulado a evolução da habilidade dele? - Perguntou Lucas, pegando o papel da mão de Cleber e analisando o texto.
- Como eu disse, não tenho certeza. - Respondeu Gabriele, agora de pé. - O mais importante Cleber, é que você não faça nenhum tipo de esforço mental. - Comunicou ao garoto que parecia estranhamente quieto.
- Porque? Já me sinto em melhor. Sorriu forçadamente, tentando parecer bem.
- Cleber, de todas as forças Psiquês a que exige mais do seu cérebro é a Telesinese. - Ela tentou explicar, mas vendo que o menor não compreendia uma só palavra, resolveu simplificar a explicação. - O nosso cérebro é como um músculo, e por isso tem uma limitação que diminui através do treino. Com a Telesinese funciona do mesmo jeito. Lucas, quantos quilos você pesa? - Perguntou.
- Setenta e cinco... - Murmurou.
- Olhando para você Cleber, aposto que não levanta esse peso, já você não tem um treino. E tentando levantar setenta e cinco quilos sem treinamento é provável que quebre os braços. - Explicou em tom sério.
Todas aquelas informações deixavam o garoto confuso... Os dois ali na sala esperavam que ele se manifestasse, ou falasse algo, mas as palavras simplesmente não eram capazes de ser reproduzidas naquele momento. O silêncio foi quebrado pelo celular da Gabriele, que tocava em alto volume.
- Desculpa gente, mas tenho que ir. - Disse pegando a bolsa. - Preciso voltar para a faculdade agora. - Abraçou Lucas e Cleber, mas não saiu sem antes sussurrar algo no ouvido do último. Ela disse as seguintes palavras: "... estou contigo no que precisar..." - Dito isso, a garota deu um último Tchau e saiu.
Lucas olhou para Cleber e sorriu meio tenso.
- Quanta loucura! - Admitiu o menor indo até os papéis deixados pela colega.
- Eu não acho... - Discordou o maior indo na direção do sofá. - Essa história de Psiquês é melhor do que demônios e essas cosias. - comentou Lucas com tom de deboche. - o que acha de assistirmos um filme? Perguntou mudando de assunto.
- Contanto que não seja X-Men... - Brincou Cleber ao terminar de organizar todos os papéis.
- O que acha de vermos Irmão Urso? perguntou.
- Pode ser...Mas acho que vou fazer uma pipoca.- Respondeu, indo em direção á cozinha.
Lucas pegou o filme enquanto Cleber foi preparar o milho. Minutos depois Cleber aparece com as pipocas.
- Estão prontas. - Entrou na sala com a bacia cheia.
- Tudo bem. Disse Lucas colocando play no menu do DVD.
Como Lucas estava deitado no sofá, Cleber achou melhor sentar no chão.
- Qual é Cleber? Perguntou olhando irritado para o menor. Te levei mais vezes para a cama do que qualquer outra mulher. Reclamou se afastando para o extremo do sofá. - Deita aqui que eu também quero pipoca.
Sem reclamar Cleber deitou. Ficaram em silêncio assistindo, mas mesmo assim, o garoto continuava pensando nos acontecimentos recentes, que por sinal não saiam da sua cabeça.
- Obrigado... - Agradeceu a Lucas. Por algum motivo sentiu obrigação de fazer isso.
O mesmo não disse nada, apenas se aproximou mais e abraçou forte.
Com o Clima do filme lento, da chuva que caia e do calor que emanava do corpo do Lucas, fizeram com que Cleber fosse enviado para o mundo dos sonhos, adormecendo ali mesmo.