Capitulo IV
Parte da série O poder da salvação
Notas do autor; Oi pessoal, quero agradecer todos os leitores acompanham a serie, e pedir desculpas pela demora. Mas estou sem pc e celular, e fica muito dificil postar. Felizmente tenho uma amiga doida, adoradora de yaoi que esta me ajudando, aliás a Gabi da historia é baseada nela. Enfim só quero avisar que esse capitulo foi escrito por mim, mas foi betado e postado por ela, então se notarem alguma diferença de escrita e por favor ignorem. Boa leitura!
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Notas da Beta: Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Eu sou a Gabriele a pessoinha que deu origem á personagem doida da série e também a beta do nosso digníssimo Autor. Como o Luck ta desprovido de tecnologia ( denovo pra variar '-' ) eu resolvi ajudá -lo. Com a correção ortográfica e com a postagem dos capítulos. A história foi escrita por ele mas como foi editada por mim então vai mudar algumas coisinhas, so vai ficar um pouco diferente do que de costume XD
Mas qualquer dúvida, podem deixar nos comentários ok?
Boa Leitura!
Espero que gostem!
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Capitulo IV
Duas horas, esse foi o tempo para que eu caisse na real sobre as gravações. Olhei para o Lucas incredulo.
- Como você consegue? Eu posso estar com o demônio no corpo e você ai rindo?! - Disse Peguando a almofada e jogando no maior.
- Calma... - Ele disse pegando a almofada do chão, se aproximando do sofá e sentando- se ao meu lado. - eu não acho que isso seja coisa do demônio...
- Então deve ser fantasmas!...Cruzei os braços enquanto debochava dele.
- Eu não sei... Geralmente quando as coisas levitam você ... você parece estar tendo alguns pesadelos... talvez essa seja a raiz do problema.- Lucas dizia enquanto fazia gestos engraçados com as mãos. "Só ele para me fazer sorrir em uma situação dessas". - o que geralmente sonha? - Perguntou Lucas.
- com alguém tentando me matar. -murmurei meio constrangido, por não dizer que esse alguém era minha mãe.
- E também pelo que percebi, seu cisto fica muito dolorido depois desses pesadelos...- dizia Lucas
Seu semblante era sério... e eu quase me perdi na expressão de seu rosto.
- Pensamos nisso mais tarde.- declarei enquanto me levantava. - já são onze e meia da manhã, minha tia chega hoje, e a casa está uma bagunça.
Sem discutir Lucas se dispôs e me ajudou a limpar a casa. A dor de cabeça causada pela ressaca misturada com a amnésia da noite passada me deixaram meio confuso. Enquanto lavava a louça, tentei não pensar no vídeo. Aquilo me assustava. Nem sei como o grandão não se intimidava com isso.
Eram duas da tarde quando terminamos de limpar, mas em compensação a casa estava brilhando.
- bem... terminamos. O que acha de irmos até o restaurante aqui perto e pedimos algo para comer? - sugeriu Lucas enquanto saia do quarto.
- tudo bem... - Respondi.
Peguei um casaco e saimos de casa. Lá fora o clima estava fechado, parecia que iria chover a qualquer momento.
- É melhor andarmos rápido. Disse Lucas enquanto olhava para o céu.
Seguimos o caminho conversando. nesse meio tempo soube de mais algumas coisas sobre ele. Descobri que ele possuia um irmão menor de cinco anos e que não tinha um bom relacionamento com a mãe. No meio do caminho, atravessamos uma ponte toda feita de metal enferrujado e caindo aos pedaços. Fiquei com medo de atravessar, ja que tenho medo de altura. Lucas no mesmo instante, pareceu ler minha expressão e pegou em minha mão, e assim, juntos atravessamos a ponte.
- Bem melhor! - Lucas declarou sem jeito depois de atravessarmos. Enquanto andavamos, um casal que passava do do outro lado da rua nos viram de mãos dadas. Admito que também fiquei sem jeito e soltei a mão dele imediatamente. O restante do caminho andamos em silêncio. Ainda conseguia sentir uma tensão sobre o ocorrido na ponte.
Finalmente chegamos ao restaurante, bem a tempo pois a garoa ja caia lá fora.
- E então o que achou? Questionou Lucas quebrando o silêncio, depois de entrarmos.
- É lindo!- Eu disse encantado.
O lugar não era muito grande, as paredes eram de um laranja vivo com pequenos detalhes vermelhos. Sentamos perto da janela que estava toda embaçada por conta da chuva.
- Oi Lucas, Tudo bem com você? Vai querer o que hoje? - perguntou uma garota loira de avental que se aproximava.
- O de sempre Maria... - respondeu o mesmo ignorando - a completamente.
- Tem certeza que não vai querer nada a mais? - Insistiu a garota, que agora estava tão proxima que os seus seios estavam praticamente encostados no rosto dele.
- Ja disse que é o de sempre! - disse desviando o olhar para a janela.
- E você? Perguntou a garçonete dirigindo - se agora para mim. Como estava meio sem reação demorei alguns segundos para responder.
- Vou querer o mesmo que ele. - Falei finalmente.
A garota anotou os pedidos e se afastou, mas sem antes piscar para Lucas.
- Essa é a vadia que foi gritar la no mercado... - Sussurou Lucas ao ver que a loira tinha se afastado. - Você vai ver... assim que eu puder, demitirei ela.
Fiquei sem entender a última parte, mas também não questionei. Minha cabeça e meu estômago guerreavam para ver quem conseguia me afetar mais. Finalmente os pratos chegaram, e fiquei surpreso, já que como escolhi o que ele sempre pede, não sabia qual prato viria.
- Você gosta de batatas! - exclamei admirado, pois no prato havia uma porção de arroz, feijão, bastante purê de batata, batata palha e claro batatas fritas.
- Eu amo! - declarou ele com um sorriso.
Fiquei muito feliz em saber daquele detalhe, porquê eu também amo batata. E ao saber que o Lucas também gosta me senti ótimo. Graças as batatas toda a tensão causada pelo casal que haviam encontrado mais cedo e da garçonete vadia sumiram, e estávamos rindo descontraidamente denovo.
Comemos rápido, pois a garoa que parecia passageira estava se tornando mais forte. Saímos em meio ao tempo, já que não tinhamos trazido guarda chuva. Andavamos bem até quando chegamos na ponte enferrujada novamente.
- Vem... - murmurou Lucas estendendo a mão para mim.
Aceitei a ajuda e assim ele me guiou, indo na minha frente. Andávamos com muito cuidado, ja que além de enferrujada a ponte agora encontrava -se escorregadia por conta chuva, que por sinal estava cada vez mais forte.
Em descuido, dei um passo em falso e escorreguei. A cena seguinte foi muito rápida, e quando dei por mim Lucas estava caindo da ponte.
- Não! - Gritei.
No mesmo instante que gritei senti um grande peso, era como se eu estivesse carregando algo e...
A chuva piorava a cada segundo e o céu era de um negro que jamais alguém vira.
-Cleber! - Uma voz me chamava.
Em um ato de descuido, todo o peso que sentia desapareceu e o som do corpo se chocando com a terra foi ouvido. Uma dor dilacerante me abateu, e eu comecei a gritar e a chorar desesperadamente. Não sei o que deu em mim... estava tão perdido e nervoso que estive a ponto de pular da ponte.
-Cleber, não! Para! - Uma voz próxima gritava, enquanto sentia uma mão me puxar.
- Gabriele?! - Disse surpreso.
Ela me segurou, impedindo que eu me movimentasse. Gritei, chorei, descontroladamente... me debati mas ela não me soltava.
- Cleber!? - ouvi uma voz lá de baixo que ecoava em tom fraco. - Eu estou bem!.
Ao vê - lo de pé, uma mistura de alívio e alegria me possuiu. Atravessei a ponte correndo e desci até a rodovia. Sem dizer nada pulei em cima dele, fazendo o maior se desequilíbrar e ambos cairem em uma poça de água.
- Vai com calma! - Disse Lucas sorrindo. - Estou bem, para de chorar. - Sua expressão mudou de descontraido para preocupado. - Cleber... você está bem?! - perguntou repentinamente.
Eu não entendi o que ele queria dizer, até que ele passou a mão no meu rosto e me mostrar o sangue que manchava os seus dedos. Agora que eu estava mais calmo, minha cabeça e o cisto voltou a doer de uma maneira que pensei que iriam explodir.
- Gente, está tudo bem?! - Gritava Gabriele aos tropeços.
- Vamos, temos que sair daqui. - Disse Lucas levantando - se.
Juntos, eu e Gabriele ajudamos Lucas a ir para casa, pois estava com dificuldades para andar.
Os relâmpagos clareavam a noite. Olhei para Gabriele que estava calada. Lucas também estava mudo. Em alguns minutos que mais pareciam uma eternidade, chegamos na casa da minha tia.
Assim que entramos Lucas se jogou no sofá, e eu sentei ao seu lado.
- Obrigado por me salvar. - Agradeceu Lucas enquanto passava a mão na minha cabeça.
Só então percebi o que tinha acontecido. Coloquei a mão no nariz e vi que ainda sangrava. " eu tenho poderes..." pensei.
" E então garotos, ja que estão aqui são e salvos, poderiam agora me dar uma explicação sobre o que foi aquilo que aconteceu na ponte?! - Exigiu Gabriele, cruzando os braços.
Olhei para o Lucas, procurando uma solução e pensei: "Como vou explicar algo que nem eu mesmo entendo?! " .