Capitulo III

Conto de Luck como (Seguir)

Parte da série O poder da salvação

Gente eu to postando esse capitulo do celular da minha mãe, então se possivel ignorem os erros. Antes que eu esqueça comentem plz :)

Gemidos do Cleber não me deixava dormir. Meio encomodado tento puxar a coberta, porque provavelmente ele deve ter puxado só para ele. Egoista, pensei. Me debruço até o corpo do menor e vejo que ele não esta coberto. Me levanto da cama e vou até o dijuntor na parede. Eu quase que desmaio com o susto, a coberta estava flutuando meio a metro de altura. E meias, chinelos, canetas e afins, tambem flutuavam.

"Meu deus!" Susurrei.

Meu susto só aumento, pois Cleber levantou bruscamente e todos os objetos cairam.

"Você esta bem?" Foi tudo o que consegui articular.

Mas ele não respondeu, se curvou e começou a chorar. Essa cena partiu meu coração. E naquele instante esqueci o ocorrido, e o abracei.

"Me perdoa Lucas." O menor dizia, enquanto tentava se acalmar. "Eu só atrapalho, hoje é o seu dia de desca..."

"Relaxa, vamos comer algo que eu to com fome." Cortei ele antes que terminasse.

Arrastei ele para a cozinha, uma sensação diferente me percorria. Não era medo. Algo que não sabia definir direito.

"Senta ai." Apontei para cadeira. "Vou pegar suco."

"Pega tambem um analgesico." Ele disse mais calmo. "Meu cisto esta me matando!" O moreno massageava a sombracelha.

Enchi dois copos com suco de laranja. Eu olhei para o Cleber, estava tão diferente de quando o vi pela primeira vez, parecia até ontem. Há seis anos, minha madrinha tinha dito que sua irmã estava de visita, e que havia trazido os filhos. No começo não gostei nada de saber disso. Fiquei com muito ciumes, mas felizmente o dia chegou e eu o conheci. Ele na época era novinho, eu com meus quartoze me vi apaixonado. Engraçado que nem lembro o que fizemos no dia, mas quando o dia terminou e vi ele indo embora senti uma dor no peito. Felizmente anos depois minha madrinha me avisa, que seu sobrinho mais velho vai morar com ela. Claro que não perdi tempo arrumei uma vaga de emprego onde trabalho.

Fui até o banheiro e peguei os analgesicos. Imagens dos objetos levitando vinham em minha cabeça. Demorei tempo demais para reencontralo, seja o que for vou superar, pensei esperançoso.

"Aqui esta o analgesico." Dei o comprimido. E sentei na cadeira ao lado. "Então Cleber o que fazer hoje?" Sorri para ele.

"Bem eu não sei." Ele riu timidamente. "Bem hoje não é a festa lá da empresa?"

"Você quer ir?"

"Acho que sim, melhor do que ficar dentrovo dia todo." Adimitiu o moreno.

"Quer dizer você não gosta da minha presença?" Fiz a melhor atuação possivel para parecer ofendido.

Cleber até tentou se desculpar. Como ele é ingenuo, pensei. Depois de tomarmos café resolvemos assistir tv. Eu sempre que avistava uma mulher gostosa não perdia a oportunidade, e fazia um comentario, para ver a reação do menor. Que sempre era imparcial. Isso obviamente me frustrava, pois como vou me declarar a ele, se mesmo não é gay.

Enfim a tarde passou veloz, e horario de irmos a festa da empresa havia chegado. Cleber foi tomar banho, enquanto eu esperava na sala.

"Cleber vamos logo." Gritei para o prisioneiro do banheiro.

"Espera ai, to quase pronto!" A voz abafada ressou do banheiro.

Depois de alguns gritos. Claro que foi da minha parte assumo. O menor saiu pronto do banheiro.

"Vamos." Ele saiu do banheiro indo direto para porta.

"Pensei que nunca sairiamos." Susurrei.

Pegamos o ônibus, tudo na maior tranquilida. Conversamos muito o trajeto todo. A cada momento me apaixonava mais por ele. Cada gesto, tudo me encantava.

Na nossa frente estava uma mulher, muito bonita de corpo. Apontei discretamente para ela, e chamei a atenção do moreno.

"Que foi?" Ele perguntou distraido.

"O que você acha daquela traseira." Tentei fazer a cara mais safada que eu tinha, mas não conseguia acreditar que havia dito isso.

"Ham..." Ele olhou para o chão do ônibus. "Legal." Disse embarasosamente.

Ótimo outra frase imparcial. O resto da viagem se seguiu e resolvi deixar o moreno por hora em paz. Lembranças dos objetos flutuando vieram a minha mente. Sera que ele tem um demonio?

Me dei um tapa mental. Como eu consigo pensar tanta merda.

Finalmente chagamos ao nosso destino. Descemos do ônibus, e andamos lentamente na rua vazia.

"Você sabe onde vai ser a festa?" Cleber perguntou.

"Nos ultimos dois anos fizeram a reunião naquele salão ali na frente, não acho que tenha mudado." Falei enquanto atravessamos a rua.

Entramos dentro do salão, que estava sem graça como antes. Estava cheio de gente que comiam, bebiam e falavam alto. Fiquei um tempo distraido, derrepemte olho para os lados e não consigo encontrar o Cleber. Procuro por todo lado, e não encontro.

"Oi, Lucas." Richard o gerente, se aproximava.

"Oi, você viu o Cleber?" Tentei ser o mais imparcial possivel.

"O novato?" Ele perguntou. "Ele esta ali bebendo drinks. Relaxa."

Nem esperei o Richard terminar de falar. Fui em direção ao menor.

"Cleber porque você não me avis..." Tive que parar de falar, pois o cheiro de alcool subiu no meu nariz. "Isso é alcool?" Roubei o copo da mão dele e dei uma cheirada.

"Me da!" Choramingou o menor.

"Não vou te dar nada. Sabe o que sua tia vai me fazer se descobrir que te embebedei?" Eu disse meio cauteloso, porque pessoas bêbadas são instaveis.

"Não quero saber." A voz dele saiu distorcida. "Já que você não quer me deixar beber vou embora!" Ele deu as costas e saiu andando.

"Espera!" Tentei segurar o braço dele, mas ele foi mais rapido e me empurrou.

Cai direto mesa de bebidas. Merda, praguejei. Levantei com todos ao redor me olhando. Sai correndo e encontrei o menor perto do ponto de ônibus.

"Vem aqui." Puxei ele e segurei seus braços.

"Me solta!" Ele gritou e tentou me chutar.

"Para!" O abracei imobilizando. Ele continuo lutando, mas aos poucos foi sedendo.

"Porque você não me deixa em paz?" Ele choramingou.

Olhei ao redor e vi que a rua continuava deserta. "Porque eu te amo!" Bejei ele.

Em pouco tempo minha lingua estava dentro da boca dele. Minha respiração estava ofegante. Infelizmente o nosso beijo durou pouco, o corpo do Cleber derrepente fica mole. Eu olho para ele e vejo que esta dormindo.

Peguei no colo, e o carreguei até o ponto. O trajeto para casa seria longo e cansativo, mas eu não posso me esquecer de por meu celular para gravar enquanto dormimos.

Comentários

Há 3 comentários.

Por Bruno Rocker em 2014-07-18 23:53:47
Eu não imaginava que o conto envolvia coisas sobrenaturais, e cá entre nós, eu já curtia, agora então? Por favor, por favor, faz os dois ficarem juntos logo. Amando aqui «33
Por Mic em 2014-07-17 19:20:36
Continua ta interessante *-*
Por Veronicko em 2014-07-17 11:20:36
Continua tá fofo