Capitulo II
Parte da série O poder da salvação
Opa oi, queria avisar que a serie sera pausada por mais ou menos um mês, pois estou sem pc rs, e meu celular quebrou. Enfim só estou avisando para não acharem que eu desisti da serie.
O suor escorria devagar. O que eu digo, pensava. Olhou de um lado para o outro procurando uma saida que infelizmente não veio.
"Não precissa se preocupar, cá entre nós eu acho sexy." A garota na sua frente estava louca.
"Eu não gosto dele e ponto!" Se afastou o mais rapido possivel da maluca.
Cleber tentou parecer irritado, mas na verdade estava nervoso.
"Sera que dei muita pinta." Pronunciou para sí mesmo já afastado da festa.
E ali ficou, observando as margens do represa. Pensando no Lucas. Na sua vida nunca permitiu ninguem entrar, sempre foi obrigado a cuidar dos irmãos e limpar a casa, e pouco tempo que lhe restava usava para os estudos.
A musica rolava solta e ali onde estava pode ver alguem se aproximando.
"Cleber você esta bem?" Ouviu a silhueta se aproximando. "Quer que eu te leve para casa?" Nem precisava enxergar, pelo tom de voz sabia que se tratava do Lucas.
"Não imagina, eu to super alegre." No fundo sabia que era mentira, mas não queria interromper a diversão do outro.
"Pois não parece." O maior sentou ao lado. "Sabia que você menti muito mal!" Lucas falou olhando para céu.
"Hum." Foi o melhor que conseguiu pensar.
"Vem vamos embora." Ele se preparava para levantar, mas foi impedido pelo moreno.
"Podemos ficar só um pouco?" Implorou com os olhos, o que pelo visto deu certo, pois o outro voltou a sentar.
Os dois ficaram ali sentados vendo o céu estrelado respeitando o silencio do outro, o unico som que ousava quebrar tal silencio, era da musica não muito distante. O cisto voltou arder.
"Você já gostou de alguém, e não sabia o que dizer?" Lucas quebrou o silencio.
"Bem na verdade sim." O menor sentiu vergonha. "Porque você esta gostando de alguem?"
"Sim, mas tenho medo da reação dessa pessoa." A confissão decepcionou o moreno.
"Pensei que você do tipo conquistador, e pegasse todas."
"Sou." O tom dele era orgulhoso. "Mas o problema é que essa pessoa é diferente, é alguem que não quero só pra ficar, e sim para amar." O tom amavel, cortou o coração do menor.
Talvez meu destino seja ficar sozinho para sempre, praguejou. Cleber não ousou responder, apenas ficou em silencio por alguns minutos, o cansaço estava o dominando, deitou no gramado só para descançar um pouco e acabou dormindo.
Os raois solares queimavam a face, ele sentiu um calor gostoso na costas, mas então o cheiro de terra inalado subiu as narinas, e tudo ficou claro. Olhou para barriga e viu uma mão o apertando.
"Lucas acorda." Tentou despertar o belo adormecido, que só acordou após uma cotovelada.
"O que foi?" A voz era um misto de sono e raiva.
"Não acredito que dormimos aqui." O desespero era visivel no tom do moreno. "E o pior que ainda temos que trabalhar!"
"O sol esta ainda nascendo, daqui a vinte minutos eu te levo para casa!" Usando a força puxou o corpo do menor para mais perto.
Depois de muita insistencia e reclamação, os dois foram embora para casa. No caminho Lucas não falava nada estava sério, enquanto Cleber estava feliz pelo ocorrido, mesmo sabendo que o grandão gostava de outra.
"Então até o trabalho." Estendeu a mão que foi rejeitado pelo maior, que se aproximou e o abraçou.
"Acabamos de dormir juntos, já não somos apenas conhecidos!" Lucas se afastava indo embora.
Atitude de Lucas deixava Cleber confuso. Com passos rapidos seguiu para casa.
"Como foi a noite?" A tia perguntou, com uma xicara de café nas mãos, e um sorriso no rosto.
"Boa." Adimitiu.
Sem pestanejar ele se direcionou para o banheiro, precisava retirar toda a terra e grama do cabelo. Ligou o chuveiro na agua gelada para ver se todo o sono tinha iria embora, não ficou muito tempo no banho, apenas o suficiente para espantar o sono. Quando terminou, foi correndo para o quarto para trocar de roupa.
"Eu estou saindo." Magda deu entrou se despedindo.
Após se vestir foi para cozinha comer algo antes de ir. Derrepente ouve alguem bater na porta.
"Ja vai." Correu até a porta.
"Sou eu o Lucas." Quando a porta foi aberta, viu se a felicidade clara no rosto do visitante.
"Entra vem que eu estou tomando café, mas o que você veio fazer exatamente?" O moreno sentou na cadeira.
"Vim pra nós dois irmos juntos para Job."
"Job?" A confusão era evidente na expressão do menor.
"Job, é trabalho em inglés." Lucas dava risada. "Você era mais inteligente quando era criança."
"Você nem me conhecia quando eu era criança." Enquanto mordia a torrada, Cleber questionou.
"Enfim já estamos atrasados, vamos embora." O visitante levantou e saiu.
"Espera que ja vou, deixa eu escovar os dentes."
Foi questão de minutos até o moreno esvovar os dentes, e sai. Lá fora o vento já não estava tão frio e forte como no dia da chegada. Ambos ficaram em silencio como sempre, mas não era um silencio constragedor de quando não havia nada para dizer, era um silencio onde ambos se curtiam. Infelizmente a rua chegou ao final, e o Richard estava na porta.
"Chegaram em cima da hora." O loiro abria o mercado. "Espero que Lucas não seja má influencia para você?"
O menor olhou para Lucas que estava tenso, o mesmo segurou a mão do irritadinho.
"Relaxa." Susurrou.
Depois de alguma tensão todos entraram e deram inicio ao trabalho.
O dia estava tranquilo como o anterior. Talvez todos os dias fossem pouco movimentado, pensou feliz. A unica distração era o Lucas que volta e meia aproveitava qualquer distração do Richard, para conversar.
"Oi." Gabriele a garota que o fizera passar nervoso na festa o comprimentava.
Ela passou rapido nem dando tempo para o caixa responder, alguns minutos depois ela voltou com alguns itens.
"Dormiu bem." Ela sorriu.
"Muito bem." Adimitiu.
"Como foi dormir com o Lucas." Ela perguntou ironica.
"Shhhi, você que alguem escute?" Mumurrou nervosamente, averiguando se alguem havia ouvido algo.
"Você gosta dele não é?" Os cachos dela balançavam enquanto dava um sorriso.
"O que você quer de mim?" Perguntou confuso.
"Eu quero um amigo." Ela sorriu. "Espero você no campo de futebol na frente da casa da sua tia." A moça pegou as sacolas e saiu.
To ferrado, praguejou. O resto do dia foi calmo, execeto por um tipico desetendimento do Lucas com Richard. A loja já estava para ser fechada.
"Bem pessoal é só por hoje, a Cleber esse final de semana não tera trabalho, e se quiser tera uma confraternização de todas as franquias." Richard trancava as portas.
"Tudo bem." O menor sorriu, era bom saber que teria um tempo para descanço.
"Então vamos Cleber?" Lucas puxou o braço do moreno.
"Vamos para onde?" Cleber disse confuso.
"Para casa da sua tia oras!" O maior disse como se fosse a coisa mais obvia.
"Porque você vai para lá?" A confusão tomou a cabeça do menor.
"Eu esqueci de dizer sua tia é minha madrinha e todo final de semana durmo lá." O sorriso triunfante do Lucas, fez os cabelos da nuca se arrepiarem.
Os dois entraram na casa que estava fazia, Cleber até tentou chamar para ver se alguém estava presente, mas foi retribuido com o silencio. Lucas foi até o interrupitor e ligou a luz da sala e ligou a tv.
Cleber foi até a cozinha beber um copo de agua. Enquanto bebia ouviu uns gemidos vindo da sala, o barulho quase o fez engasgar. Ele silenciosamente andou até a sala e encontrou Lucas assistindo o canal adulto, duas garotas estavam se divertindo em uma jacuse.
"O que você ta fazendo?" O moreno sentia o rosto queimar de vergonha.
"Só estou assistindo os canais que minha madrinha assinou." O grandão dizia sorridente balançando o controle no ar.
"Me da esse controle." Cleber se jogou em cima do Lucas.
Mesmo tentado usar toda a força Lucas o imbolizou, subindo em cima do menor e prendendo as duas mãos com uma unica mão, enquanto com a outra o fortão exibia o controle.
"Me solta!" O menor gritava.
"Então diga que eu mando aqui, e você é meu servo!" O dominador soltou uma gargalhada enquanto impunhava sua vontade a Cleber.
"Nunca!" Ele berrou a seu agressor.
"Ai que pena não é, acho que terei que por no porno gay!" No momento o maior esticou o controle o ameaçando.
"Tudo bem eu falo." Cleber se rendeu antes que a situação piorasse. "Lucas você manda aqui e eu sou seu servo."
Cleber se aproveitou que o maior estava distraido, e foi rapido suficiente para inverter a situação, agora Lucas estava deitado no sofa ele por cima.
"Esta vendo eu ganhei!" O moreno disse vitorioso, depois de desligar a tv.
"É você realmente ganhou!" Cleber não entendeu o olhar safado que o maior tinha, então olhou para baixo e viu que estava sentado em cima da virilha do grandão.
Descupa, murmurrou baixinho enquanto saia da sala ia para cozinha. Suas mãos tremiam, bebeu outro copo de agua para se acalmar, mas infelizmente sua paz foi para ralo quando Lucas entrou na cozinha.
"Que foi o gato comeu sua lingua." Ele entrou piscando.
Cleber sentiu o rosto queimar, só Lucas tinha esse efeito sobre ele. Felizmente a campainha tocou e o moreno teve que atender.
"Já vou." O menor diz abrindo a porta. "Oi." Ele deu boas vindas para garota.
"Você esqueceu não é?" Gabriele cruzou os braços irritada. "Enfim acabei de encontrar com a Magda ela pediu para avisar que vai dormir na casa do ex." A garota disse rindo. "Não vai me convidar para entrar?" O semblante dela mudou rapidamente. Que menina constante, Cleber fez uma nota mental.
"Eu não acho uma boa ideia." Ele adimitiu.
"Porque não seria?" Gabriele parecia incrivelmente curiosa e irritada.
O moreno nem precisou responder, pois o curioso do Lucas apreceu atrás do menor.
"Oi Gabi!" O maior a comprimentou. "Que você esta fazendo aqui."
"Nada dó vim deixar um recado para o Cleber." Ela deu um olhar malicioso para o menor. "Então recado dado até mais!" A garota se virou e foi embora.
Louca, mumurrou. Lucas voltou para o sofa e voltou a assistir tv, Cleber foi o outro lado do sofa e assistiu a serie que passava.
"Acho que já vou dormir, você pode dormir no meu quarto, eu fico no quarto da minha tia." Cleber levantou e foi para o corredor onde o quarto dela ficava tentou abrir, mas estava trancanda. Ele voltou para sala e perguntou para o Lucas. "O quarto dela trancado, você vai ter que dormir no sofa." A voz dele soou timida.
"Não durmo no sofa nem a pau, tenho problemas de dor nas costas!" Ele sorriu.
"Tudo bem eu durmo no sofa." O menor praguejou.
Foi até o quarto pegar uma coberta e um travesseiro, mas o armario dele só havia um coberto. Droga, cochichou. Minha tia guarda tudo no armario do quarto dela.
"Qual é o problema?" Lucas disse entrando e se jogando em cima da cama.
"Só tem um coberto, e hoje esta frio." O menor disse estressado.
"Não tem problemas." O maior levantou. "Já dormimos juntos, porque não repetimos?" Lucas disse seguramente, mas expressão de vergonha facilmente lida. "Relaxa somos homens, ou não acredita que eu gosto de mulher?"
Não é você que desacredito, sou eu, pensou temeroso.
"Ok." Reuniu toda coragem que tinha para dizer, estava muito nervoso.
"Agora deixa eu tomar uma ducha." Lucas saiu do quarto e foi para o banheiro.
Cleber ficou apenas ali pensando. Lentamente retirou a roupa e vestiu uma calça larga deitou na cama e fechou os olhos, estava quase pegando no sono quando ouve um barulho que deixa menor atento.
"Cleber você esta dormindo?" Reconheceu a voz era o Lucas, como o menor não respondeu o maior achou que o mesmo estava dormindo. Ele deu uma risada baixa e subiu na cama, como Cleber sempre dormiu de lado Lucas aproveitou a opprtunidade para dormir de conchinha. O calor que emanava do corpo do maior o deixava entorpecido.
Ali ficou quieto e o maior hora, ou outra o puxava para perto do corpo. Cleber não soube quando e nem como, mas em algun momento adormeceu em maio as ondas de calor.
Naquela mesma noite o menir teve um sonho, nele havia varias arvores e algumas flores, e bem no centro estava Lucas, ele sorria majestosamente, e chamava o moreno, que tentava a todo custo se aproximar do galã. Cleber correu, um sentimento desesperador o tomou, mas depois de tanto correr o menor chega ao seu alvo, e o abraça com toda força. Só que maior não retribuiu ficou imovel. Então rosto dele mudou já não era do seu amado, havia se transformado em segundos, a face dele agora era da sua mãe. Ela o empurrou.
"Sai seu bastardo!" A mulher vociferou. "Sabe porque eu te odeio tanto, pois você é fruto de um estupro!" A mulher arranjou uma faca. "E agora vou retribuir toda a dor que me fez sentir!" A mulher pulou em cima de Cleber.
Ele acordou, olhou em volta e viu que Lucas tinha uma expressão de terror na face.
"Esta tudo bem?" O maior deu pequenas palmadas na costas do moreno.
Cleber respirou fundo, mas imagens do sonho vieram a cabeça dele como um flash. O menor tentou falar, mas o que saiu foi apenas um choro, cheio de magua e ódio. Nunca vou perdoa ela nunca, preguejou enquanto chorava