Capitulo I
Parte da série O poder da salvação
Essa é a mimha primeira historia rs, e estou aberto a sugestões.
A rodoviara cheirava fumaça de escapamento e urina, Cleber olhou para o céu que provavelmente mais tarde iria chover. Era tudo que eu precisava, pensou.
Cleber sentou no banco sujo da rodoviaria, pegou o bilhete e conferiu o horario que onibus iria chegar, quartoze horas confirmou.
Em um ato tentando se distrair ele saca o celular da mochila, e conecta seu fone, tentando esquecer do ocorrido mais cedo. Lembrar da sua mãe era algo dolorido. Nunca vou te perdoa, novamente pensou. Cleber ficou nessa penunbra por mais ou menos quarenta minutos, pois o ônibus não havia chegado. Até que finalmente o ônibus chegou.
Cleber entrou e sentou no fundo perto da janela. Havia começado a choviscar lá fora e vidro se tornou embaçado. Cleber pode ver seu reflexo claramente pelo vidro. Uma lagrima escorreu pela dele face, o proprio rosto o lembrava a mãe, pois ambos eram muito parecidos, no nariz arrebitados nos olhos negros e expressivos, as sombrancelhas levemente arqueadas e a pele morena e labios carnudos. Nunca vou ser como ela, pensou enquanto trocava de musica.
O ônibus ficou parado na rodoviaria por alguns minutos, até que todos o passageiros subiram e ônibus deu partida.
A viagem foi tranquila, o homem que sentou ao lado de Cleber o ignorou, o que para ele foi ótimo, pois não sentia se bem para jogar conversa fora. Demorou duas horas para ônibus que havia saido de São Paulo, chegar em Araras.
Ao descer da rodoviaria Cleber pode notar a diferença, a rodoviaria de Araras era limpa e organizada totalmente oposto de São Paulo. Ele saiu do ônibus e foi embusca da sua tia, a unica parente a quem pode recorrer, depois de ter sido expulso.
"Cleber aqui." Uma mulher no canto da rodoviaria chamava.
A tia do Cleber se chamava Magda, tinha os cabelos ruivos possuia as mesma caracteristicas do rosto dele, a diferença que os labios dela eram menos volumosos, e seus olhos não eram tão expressivos, ela era bem mais clara.
"Oi tia." Cleber deu um sorriso fraco e abraçou a parente.
"Olha como você esta moço, cresceu tanto." Tia tentava elogiar Cleber. Algo que não deu certo, pois Cleber sabia que não era alto para sua idade possuia apenas um metro e sesenta e oito, até mesmo sua tia era maior que ele.
"Como esta o Alexandre." Cleber perguntou tentando contornar o assunto.
"Terminei com aquele traste, só me causava transtorno." Magda ajudou Cleber com as malas.
Por um momento Cleber sentiu uma tontura e quase caiu, enquanto saia da rodoviaria.
"Você esta bem?" Magda perguntou preocupada.
"Estou sim." Cleber disse mentindo pondo a mão no volume do canto superior da sombrancelha esquerda.
Cleber tinha um cisto na sombracelha esquerda, havia conseguido enquanto estava no ultero da mãe, em uma noite ela estava dormindo, e no outro dia acordou estava no chão. Ao passar no medico ela foi informada que bêbe poderia ter problemas, e esse era o atual problema do Cleber.
"Vem que eu vou te levar para o carro." Tia Magda disse o levando. "Provavelmente deve ser falta de costume, acontece muito com quem esta acustumado o ar poluido da cidade grande."
A tia dele não parava de falar e isso causava nauseas nele, o cisto dele latejava.
"Cleber você esta me ouvindo?" Magda perguntou enquanto sentava no banco do motorista.
"Hã, desculpa tia eu não ouvi?" Cleber disse.
"Bem como eu dizia arrumei um emprego para você no super mercado perto de casa." Ela ligava o carro enquanto falava. "Você já terminou a escola e já completou dezoito não é?" Cleber apenas acenou possitivamente. "Você começa amanhã, não é melhor coisa do mundo sabe, mas é um começo."
"Obrigado!" Cleber interropeu a tia.
O resto da viagem até a casa da fia foi algo normal, Magda não parava de falar, e o Cleber tentava prestar atenção. Cleber deu graças a deus que a tia sendo uma matraca, não falou nada sobre a mãe dele.
A Magda estacionou o carro, e Cleber pode ver a casa da tia, era a ultima casa da rua, que de frente para a rua possuia um estadio de futebol. A casa da tia não era nada luxuosa, mas possuia aquele ar confortavel.
"Aqui estamos, vem comigo." Magda disse ao estacionar o carro e ajudar a retirar as malas.
Cleber entro dentro da casa que não deveria ter mais que cinco comodos, a tia lhe mostrou a sala a cozinha, e depois levou para uma porta.
"Abra a porta." A tia pediu. "Esse é o seu quarto." A tia disse lhe apresentando o comodo pequeno, com as paredes brancas sem detalhes, com a cama de solteiro e no canto uma comoda. "Eu sei que ele é simples, mas eu pensei que assim que você começar a traba..." novamente ela foi interrompida.
"É perfeito!" Cleber abraçou a tia chorando.
Cleber não podia acreditar que ele tinha um quarto, nunca na vida teve algo só dele. Enquanto vivia com a mãe dormia no sofá, só podia comer depois de todos os dois irmãos e padastro comerem, e por circunstancia nenhuma poderia levar alguem em casa.
Cleber andou pelo o pequeno espaço, estava encantado. Ele abriu a gaveta da comoda, e encontrou um caderno de desenho e um estojo.
"É para você." A tia disse sentando na cama. "Seu irmão o Paulo disse que adora desenhar." Minha tia docemente.
"Eu não sei o que dizer?" Cleber pegou o caderno e trouxe ao peito. "Eu prometo que assim que receber vou retribuir tudo que você esta fazendo por mim." Cleber disse chorando novamente.
"Não precissa prometer nada, sua mãe é uma louca." Ela disse o braçando. "Mas enfim vamos jantar que esta ficando tarde e amanhã você vai começar a trabalhar." Ela desvencilhou o abraço e sorriu.
Os dois foram para a cozinha, Magda fez miojo, pois teve que ir no banco mais cedo, e não teve tempo de passar no mercado. Mesmo comendo um simplorio miojo, e o cisto dele latejando Cleber estava feliz, pois sua tia caiu como um anjo.
Depois da janta ele agradeceu e foi para quarto arrumar suas roupas, pegou a bolsa e retirou peça por peça e dobrou pacientemente, colocando com cuidado dentro da comoda. Até que só sobrou o celular dentro da bolsa. Para Cleber o celular era seu bem mais precioso, ele o havia ganhado em uma gincana na escola, desde então cuidava dele como um filho.
Após organizar todas as roupas pós o carregar em cima da comoda, para amanhã ele pode acorda cedo. E deitou na cama macia, bem diferente do sofa que ele dormia antigamente. E sem muito esforço adormeceu.
No dia seguinte seu lado esquerdo do rosto estava dormente. Droga de cisto, pensou. Cleber odiava o cisto, pois sempre acordava com dormencia facial, ou simplesmente tinha subitos ataque de dor.
Cleber arrumou a cama, foi até o banheiro tomar banho e trocar de roupa, e foi até a cozinha e encontrou a tia.
"Eu comprei pão, pode comer." A Magda o convidava com um sorriso no rosto. "Quer café?"
"Quero sim." Cleber disse sorrindo.
"Esta sorrindo isso é bom, sonhou com algo é?" A tia enchia o copo enquanto falava.
"Não é só um prensentimento que eu estou." Cleber disse confiante.
"Eu não me lembrava que seu sorriso era tão lindo, deveria rir mais vezes." Magada disse levantando. "Desculpa amor, mas tenho que ir trabalhar." Ela deu um beijo nele. "Você fecha a casa para mim?" Ela perguntou enquanto ele afirmou com cabeça. "Tchau." Ela disse saindo, enquanto mandava beijos.
Clebler terminou seu café escovou os dentes, e saiu. Estava ventando forte na rua, Cleber se arrependeu de não ter pego o casaco. Andou até o final da rua, que parecia que nunca iria acabar, mas finalmente chegou. Cleber olhou para mercado que tia disse que ele iria trabalhar, era um lugar pequeno mais servia. Cleber caminhou até a porta do estabelecimento que estava fechada e sentou na calçada para esperar.
"Oi, o mercado só vai abrir oito horas." Um homem alto que se aproximava disse.
"Bem é que eu não vou comprar nada..." Cleber se sentia envergonhado, o cara na sua frente era lindo.
Ele tinha o cabelo arrepiado em um topete, sombrancelhas era flexionadas para frente dando um ar de mal, o nariz pontudo, mas nada exagerado e era branquinho de um metro e oitenta e cinco. Isso confundiu Cleber, pois nunca teve tempo para ter interesses pessoais enquanto morava com a mãe, sempre estava ocupado limpando e cuidando dos irmãos, ou preocupado em terminar a escola. Nem mesmo um amigo ele teve.
"Você é o sobrinho da Magda?" O homem perguntou, Cleber acenou positivamente. "Prazer meu nome é Lucas." Ele estendeu a mão.
Cleber apertou a enorme mão do Lucas, sentiu algo estranho. Sera que meu cisto esta causando essa sensação, pensou.
"Meu nome é Cle... Cleber." O menor gaguejou enquanto falava.
"Nossa que gata, por que não vem conversar comigo?" Lucas disse para uma morena que passava do outro lado da rua, Cleber apenas ficou em silencio.
Ambos ficaram conversando na frente do mercado, até que um carro estacionou do outro lado da rua, e desceu um homem.
"Desculpa o atraso!" Ele se aproximou de ambos. "Você é o Cleber não é?" O homem estendeu a mão. "Bem meu nome é Richard e eu sou o gerente."
Cleber olhou para Richard, ele possuia uma cara de intelectual, tinha o cabelo loiro e olhos claros era um pouco mais baixo que o Lucas, ele era muito branco.
"Vejo que ja conheceu o Lucas." Richard disse rindo. "Espero que não cause problemas como ele."
"Desencana Richard, já disse que ela não vai mais fazer barraco aqui!" Lucas disse rindo.
"Hum sei vamos entrar que temos muito trabalho para hoje." Richard disse serio abrindo a porta.
O ritimo do mercado era lento, enquanto Lucas estava organizando as prateleiras, Cleber estava no caixa aguardando possiveis clientes.
"Não liga não Cleber, o movimento aqui é devagar." Lucas disse rindo, enquanto organizava as latas ervilha. "Ainda bem que eu agora estou no estoque e posso dormir." Lucas disse orgulhoso.
Cleber riu, realmente a companhia do Lucas o agradava.
"Conversando em serviço Lucas?" Richard se aproximando do maior. "Melhor tomar jeito." Richard falou se afastando.
"Babaca sabe o porque que ele é o gerente?" Lucas perguntou irritado.
"Não." Cleber susurrou.
"Bem ele dorme com a filha do dono." Lucas deu uma gargalhada. "Se bem que tenho pena dele, pois a garota é um dragão." Lucas terminou de organizar as latas, e foi no estoque pegar caixas de cereais.
Cleber estava ali parado vendo o movimento dos carros. Até que finalmente entra uma menina na loja, ela olhou timidamente para ele que só retribuiu com a mesma timidez.
Ela entrou no mercado, e depois de alguns minutos foi até o caixa com alguns itens.
Agora de perto Cleber pode ver melhor ela, tinha cabelos negros ondulados que chegavam até a cintura. Olhos grandes redondos e castanho escuro. E usava uma camisa de uma banda joven desconhecida para Cleber.
"Você é novo na cidade?" Ela perguntou enquanto retirava os itens do carrinho.
"Ha sim cheguei ontem." Cleber disse sorrindo nervosamente.
"E qual é o seu nome?" Ela disse ajeitando o cabelo.
"Bem é Cleber, e o seu?" Cleber disse tentando passar um item, que o leitor não coseguia processar.
"A meu Gabriele." Ela sorriu. "Você tem algo para fazer hoje a noite."
"Não. Deu vinte reais e quarenta centavos." Cleber falou.
"Bem toda a sexta, todos os jovens de araras se encontram na represa, e fazemos uma festa se você quiser ir." Gabriela dizia enquanto enquanto entregava o dinheiro.
"Olha essa festa vai ser muito massa!" Lucas que tinha acabado de sair do estoque tinha ouvido tudo. "Cleber você tem que ir, e eu não aceito não como resposta." Lucas falou pondo uma caixa no chão
"Tudo bem eu vou." Cleber entregou o troco a garota.
"Então nos vemos lá." Ela sorriu, pegou as sacolas e foi embora.
"Ela ta afim de você." Lucas disse rindo.
"Você acha?" Cleber perguntou inocentemente.
"Tenho certeza. Se eu fosse você dava um trato nela." Lucas piscou para ele.
O cisco do Cleber começou a doer. Mas eu não gosto dela, pensou. O restante do dia continuo na mesma, Lucas falando de cada traseiro que passava pelo mercado, e Richard vigiando cada respiração irregular que os dois soltavam. No final da tarde quase anoitecendo Richard fechou o mercado e dispensou os dois. Lucas ficou de passar nove e meia na casa da sua tia para levalo a tal festa.
Cleber entrou dentro de casa, e foi para o quarto ligou o celular, e pós play em uma musica enquanto decidia com que roupa iria para festa.
"Cleber você esta ai meu amor?" Tia Magda batia na porta.
"Sim eu estou." Cleber disse abrindo a porta.
"Eu vim ver como você esta, e como foi o primeiro dia de trabalho?" Ela perguntou sentando na cama.
"Foi bem tia, sabe hoje me convidaram para uma festa, eu posso ir?" Cleber perguntou receoso.
"Claro." Magda disse sorridente. "Mas tome cuidado." Ela agora revirava a bolsa. "Aqui esta, toma é para sua segurança." Ela entregou uma camisinha.
"Tia eu só vou para..." Cleber tentou se explicar, mas a tia dele o interrompeu.
"Eu já jovem, e confio em você!" Ela disse seria. "Mas leve só por precausão."
"Tudo bem!" Cleber disse timido colocando a camisinha no bolso.
"Eu quase ia esquecendo, estava passando em uma loja, e trouxe isso para você." Ela entregou uma sacola.
Cleber abriu e encontrou um colete preto.
"Obrigado tia." Ele abraçou ela.
Ela saiu do quarto, ele decidiu usar uma blusa roxa, e o colete novo com uma calça jeans, e seu tipico all stars preto desbotado. Cleber saiu do quarto e foi para cozinha.
"Nossa como você ta lindo!" Ela disse enquanto lavava a louça. "Agora faz um favor para mim, em cima do meu armario do lado do perfume tem uma bateria, pega para mim."
Cleber foi até o quarto da tia, viu que o armario era muito grande então decidiu usar um cabo de vassoura, só que sem querer derramou o vidro perfume sem tampa, que despejou todo liquido em cima dele.
Cleber foi correndo até a cozinha.
"O que aconteceu Cleber, eu ouvi um barulho." Magda deixou a louça de lado, e foi em direção ao sobrinho.
"Foi sem querer, eu não queria." Cleber dizia nervosamente enquanto as primeira lagrimas lhe escapavam.
Magda que sentiu o cheiro do perfume e deduziu o que aconteceu, tentou acalmar ele.
"Não precissa ficar assim." Ela disse baixo. "Eu que fui uma tonta de deixar o frasco sem tampa." Ela falava devagar e aos poucos o menor relaxava.
Derrepente a campainha toca.
"Deve ser o Lucas." Cleber disse secando as lagrimas.
"Vai se divertir, e depois me conta tudo." A tia disse enquanto o menor levantava.
Ele fez o melhor para aprecer apresentavel e abriu a porta.
"Vamos Cleber?" Lucas disse sorrindo, Cleber apenas retribuiu. Ele é lindo, pensou.
"Vamos." Cleber saiu e fechou a porta. "Temos que pegar ônibus." Perguntou o menor.
"Não imagina, é apenas trinta minutos de caminhada." Lucas disse calmo.
Os dois ficaram em silencio. E caminharam assim quietos. O que foi estranho para ele, pois Lucas passou o dia falando de mulher, e agora varias piriguetes passavam e davam bola para ele, que ignorava.
Depois de quinze minutos de caminhada chegaram em uma cerca.
"Vem ca que eu te ajudo a pular." Lucas segurou a cintura do Cleber e deu um impulso. "Nossa você usa perfume de mulher?" Lucas perguntou, mas Cleber sentiu tanta vergonha que assim que estivesse do outro lado da cerca, enfiaria cabeça no buraco.
Após Cleber chegar desajeitosamente ao outro lado, rapidamente Lucas pulou a cerca, e os dois continuaram a caminhada silenciosa.
Aos poucos Cleber pode ver uma luz dentro da mata, ao se aproximarem a musica foi se tornando mais alta e Cleber pode ver dezenas de adolescentes bebendo e dançando.
"Vou ali comprimentar um amigo." Lucas falou se afastando.
Cleber ficou sozinho, ali varios adolrscentes dançavam e conversavam a beira da represa, mesmo estando frio aquela noite Cleber via alguns nadando.
"Oi, tudo bem?" Gabriele comprimentava enquanto se aproximava.
"Tudo." Cleber disse envergonhado, lembrando do qus Lucas disse a respeito da garota.
"Posso pergunta uma coisa?" Ela disse em um sorriso.
"Claro." Ele disse sentindo o cheiro de alcool no halito dela.
"Bem você gosta dele não é?" Ela apontou para o Lucas.