Capitulo I - Tic Tac ou Toc Toc???
Parte da série Uma vida, vários caminhos
A porteira já estava aberta, e da área de sua casa Lucas conseguia ver quem por la chegava. Um carro azul claro, já conhecido a muito tempo por Lucas. O sorriso logo apareceu, o que era quase impossível verem em seu rosto moreno e um pouco mais redondo. Antes mesmo do carro estacionar, Lucas sai correndo em sua direção.
- Tia Lucia, Tio Pedro, Gustavo, que bom que vocês chegaram. - Exclamou Lucas
Desceram do carro e tia Lucia veio beija-lo
- Oi meu lindo, tudo bem com você? Como você cresceu!!! - Coisas que Tia Lucia sempre dissera, mesmo que o visse no dia anterior!
- Pois é tia, estou sempre mais lindo! - Coisa que Lucas também dizia a quase todo instante, e que o fazia irritante por isso as vezes.
- Oi primo, beleza? - Perguntou Gustavo
- Beleza sim, melhor agora que vocês chegaram!!!
O dia foi normal, a mãe de Lucas preparou o almoço, bem tipico de sitio, comida caseira feita em forno a lenha. Não que não tivesse o conforto dos eletros... da cidade, mas cá entre nós, uma comida no fogão a lenha é boa de mais.
O sol já vinha se pondo, hora de Tia Lucia e Tio Pedro voltarem para sua casa, mas deixariam uma bagagem que Lucas adorou, seu filho Gustavo. Ele passaria 15 dias na casa de Lucas, o que lhes reservaria muitas brincadeiras e uma grande descoberta.
No sitio em que Lucas morava, existiam outras três construções abandonadas e dizia os antigos moradores que o maquinário de um dos galpões, funcionavam sozinho a noite. Numa tarde de quinta feira daquelas férias esperadas, Lucas convidou Gustavo para uma investigação. Iriam até lá para brincarem e usarem os maquinários que faziam Tic Tac, toda a noite.
Lucas - Gustavo, vamos la, a Dona Mercedes, falou que as maquinas ficam fazendo TIC TAC toda noite, vamos ver se tem alguma coisa estranha la, vamos logo.
Gustavo - Ok, vamos! Mas se não fazer TIC TAC, vamos ter que fazer TOC TOC ok?
Lucas - Ok! Mas o que é TOC TOC?
Lucas em sua inocência não entendia as segundas intenções de seu primo. Mas assim que entendesse até dormirem juntos seria a melhor das intenções para Lucas.
Abriram a grande porta de metal que ainda estava bem fechada. Ao entrarem no lugar sentiram um cala frio, Gustavo fechou a porta e continuaram a entrar no lugar. Ao longe Lucas viu uma das maquinas que segunda a antiga morada, fazia o tal do TIC TAC toda noite.
Lucas - Veja lá Gustavo, é uma das maquinas, vamos ver rápido e sair daqui.
Chegaram mais perto e obviamente notaram que não se passava se uma história que Dona Mercedes contará para que seus netos e seus amigos não entrassem lá. No entanto não houve o barulho que Lucas queria tanto ouvir. Gustavo por sua vez revelou ao primo o que seria o TOC TOC
Gustavo - Lucas, estamos só nós dois aqui. Vem aqui comigo, quero te abraçar e te mostrar como que meu pênis esta maior já.
Ambos tinham a mesma idade, e aquilo não passava de uma brincadeira de primos. Lucas ficou interessado em ver o que o primo propôs, e na brincadeira de crianças, descobriu o que ele realmente era. Logo saíram dela, e Lucas, confuso com o que haviam feito la dentro, por mais que apenas tivessem se tocado, estava sentindo nojo de seu primo e dele mesmo.
Anoiteceu e como sempre, foram deitar-se na mesma cama. A mae de Lucas apagou a luz, fechou a porta e também foi se deitar. Nao ouvindo mais nada, no total silencio, Lucas se aproximou do corpo de seu primo e dormiram colocados.
Os quinze dias que Gustavo ficou no sitio muitas coisas aconteceram entre os dois. Brincadeiras na cachoeira, beijos embaixo do cobertor. Dormiram todas as noites juntos.
Ao fim daquelas semanas, ambos estavam se separando. Uma separação que seria para sempre. Algo em Lucas dizia que nunca mais iria se repetir aquilo com seu primo.
No ultimo dia, os pais de Gustavo chegaram ao sitio para busca-lo. Sem se despedir de ninguém Gustavo entrou no carro, que logo sumiu estrada a fora, ficando Lucas ali, parado, olhando, sem rumo e sem direção, para a escuridão que voltara a se formar naquele fim de mundo.
Desde então a vida de Lucas mudou. Na escola ele passou a olhar seus amigos de uma maneira diferente. Nas aulas de educação física não tirava os olhos das pernas e braços de seus amigos. Parou de ser o garoto pegador de meninas, elas ja não mais o interessava. Lucas estava se estranhando, mas gostava do seu novo jeito estranho.
O tempo foi passando, Lucas foi crescendo, ja com seus quatorze anos um amigo o desafiou, Lucas teria que se impor, naquele momento, o pegador de meninas, ou o bancar o "viadinho" perante seu amigo.
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