The Beginning Of Love - Capítulo 2

Conto de Flinn como (Seguir)

Parte da série Surgery

Eu já ouvi tantas pessoas falarem, "Não quero viver sem você", "Faço tudo por você", "Nuncacvou me separar de você" e principalmente, "Eu te amo"... Eu sempre quis ouvir essas palavras, mas infelizmente, eu demorei para ouvir muitas dessas palavras.

Mas a demora valeu a pena.

A segunda feira, daquele mês, daquele ano, era como qualquer outra. Primeiro aula de biologia, matemática, português, literatura, laboratório e ciências. Mas parecia diferente, eu sentia de alguma maneira que ele dia, aquela semana, iria ser diferente...

Estávamos há uma semana para as férias de julho... E logo após as aulas eu fui assistir a 5ª temporada de Grey's Anatomy, a série que eu acompanhava desde seu ano de estréia... E naquele dia, o George iria morrer, enquanto eu assistia pelo meu notbook, o Leonardo entrou no quarto... Nós éramos colegas de quarto e eu deveria me acostumar em ver ele entrando e saindo sem ficar surpreso, mas era difícil não notar, no momento em quê a Meredith descobriu que era o George, eu chorei... É, eu chorei por causa de uma série, mas eu sou assim, choro por qualquer coisa... Ele olhou, olhou e viu que eu estáva chorando e se sentou ao meu lado, na minha cama, vestindo uma camisa polo e um short branco

- Tá chorando por quê Flinn? - Falou Leonardo, ele parecia preocupado, talvez por quê eu estivesse chorando por causa de uma série -

- Por quê o George morreu - Falei, tentando me conter para não chorar mais -

- Esse George era seu parente?

- Não, esse é o George - Apontei para o visor do meu notbook -

- Ata, é uma série?

- É... Eu choro por qualquer coisa... E o George era bem legal

- Flinn? - Falou ele e me abraçou -

Esse abraço, de tantos, foi o melhor... Seu cabelo cheirava a morango, eu adoro morango e quando nós nos soltamos, demos com a cara de um com o outro e ficamos olhando para a boca de cada um... Estávamos tão perto um do outro que eu conseguia sentir a sua respiração e ele a minha. Eu podia ir um pouco mais pra frente e beija-lo e ele não falar mais comigo ou, ele pode ir mais pra frente e me beijar e também não falar mais comigo... Eu queria, mas tinha medo dele não falar mais comigo, eu estáva confuso, não sabia o quê fazer. Daí ele pôs suas mãos no meu pescoço, aí sim que eu fiquei sem açã ou qualquer tipo de movimento.

Mas aquele não era o momento, eu recuei... E eu pensei, "E se... Ele nunca mas fizer isso?"... Admito, fiquei amedrontado de isso nunca mais acontecer.

Eu pensei bem, pensei bem mesmo antes de recuar e esse não era o momento certo, o momento certo não é no colégio, nem no quarto do colégio... E o pior é que era tentador, eu nunca tive uma boca de bandeija assim.

- Meu Deus... O quê eu tô fazendo? - Leonardo se perguntou - Flinn, me desculpa... Pela... Pela tentativa... - Eu o interrompi -

- Do beijo, eu sei... Mas não peça desculpa, não vale apena pedir desculpa por uma coisa que nem aconteceu

- Tá desc... Foi mal

- Tá pedindo desculpa denovoo

- Não tem como - Ele sorriu -

- É - Sorri de volta - Leon... - Leonardo me interrompeu -

- Léo... Me chama de Léo, Leonardo é muito grande, ok? Pode continuar

- Não, não era nada demais... Deixa quieto

- Mesmo? Não ficou ofendido por quê eu não te beijei? - Ele ergueu uma sobrancelha, ele estáva tentando entender a minha expressão facial, que era muoto nervosa.

- N-Não, claro que não... Você é meu amigo, ou quase amigo e se envolver co-com amigos não dá certo... Entende? - Tentei desviar sua atenção, mas ele não parava de olhar pra mim -

- Entendo, ou acho que entendo... Flinn você tá nervoso?

- Por quê você acha isso?

- Você gaguejou, tá com as bochechas vermelhas e tremendo... Tem certeza que você tá bem?

- Tô ótimo... É-É, agora e-eu, vou tomar u-u-um banho frio e depois a gente conversa... Se quiser assistir, assiste aí - Me levantei e entrei bem rápido no banheiro e pensei... "Eu nunca fiquei assim antes... Acho que estou apaixonado... Apaixonado por um garoto hétero.

O resto da noite foi um completo silêncio, e esse silêncio era um inferno de tão chato.

Eu gaguejei, fiquei com as bochechas coradas e fiquei tremulo... Apesar de todas as situações amorosas que eu me meti, também todas não deram certo... Eu nunca tive isso, talvez eu tivesse ficado só nervoso, mas nunca gaguejei, nem minhas bochechas coraram, muito menos eu tinha ficado tremulo.

Estávamos em 2009 e esse era o meu último ano do ensino médio, na manhã de terça feira, ainda deitado, eu pensei se realmente iria fazer medicina... Meu pai dizia que eram tantos trabalhos e tantos compromissos que dava medo, mas eu gosto, gosto principalmente das palavras complicadas que a medicina exerce.

Pensei no meu primeiro ano como interno de cirurgia, meus 5 anos de residencia e finalmente escolher uma especialização... Minha família é composta por cirurgiões, muitos cirurgiões... Meu pai é neurocirurgião, minha mãe era cirurgiã oncológica antes dela morrer há dois anos por causa de uma metástase que atingiu seu cérebro por completo e quimioterapia, radioterapia e cirurgias não adiantavam mais... Minha tia Elisabeth é cirurgiã cárdiotorácica, tia Sabrina é oftamologista e sem contar a outra parte da minha família, que nessa época era abscôndita para mim. Mas foi um dia como qualquer outro, levantei, tomei meu banho e esperei o meu amigo tomar o seu para irmos tomar café.

- Léo? Vai demorar muito? - Perguntei impaciente -

- Já tô saindo... Oh! - Gemeu ele -

- Não acredito que você tá fazendo isso - Dei um riso - Leonardo, tem hora pra bater punheta sabia?

- Toda hora é hora

- Tá... Mas sai logo!... Ah Léo, já são 9:30, as 10 a gente tem aula de educação física

- Pronto - Ele saio do banheiro, somente com uma toalha entrelaçando sua cintura - Saí

- Sabia que eu tô te esperando há meia hora atrás?

- Cronometrou o tempo? - Ele sentou na sua cama -

- Eu tenho memória fotográfica e mesmo se eu cronometrasse, você entrou as 9:00 e agora são 9:31... É, tem matemática no meio, é simples

- Hm, tudo bem

- Já se trocou?

- Não

- Meu Deus Léo, vai logo

O objetivo na aula de educação física nesse dia, era dar 50 voltas em torno do campo de futebol, eu fui andando, eram duas aulas mesmo... E quando eu notei que estáva sendo seguido, me virei, mas não vi nada, 5 minutos depois, eu me virei novamente e não tinha nada e do nada, ele meio que surgiu do chão, assim ele pulou na minha frente! Eu me irritei, mas achei o máximo ver ele

- Você quer me matar do coração, só pode... Se eu tiver uma parada cardíaca a culpa é sua - Falei e parei de andar -

- Foi mal, conheci seu irmão

- Qual deles?

- O Alfred... Ele me disse alguma coisa em relação aos seus olhos - Léo me pôs contra a grade - O quê é?

- Olha bem, chega mais perto e você vai ver

E ele colou em mim e ficou encarando meus olhos, tão sériamente

- Seus olhos são lindos - Falou ele impressionado - São de que cor?

- V-Violeta ou-ou, azul mediterrâneo

- São lindos

- É... Obrigado, agora eu tenho que andar

- Quantas voltas?

- Com essa, 40 - Voltei a andar -

- Ou, os dois! O diretor os chama na sala dele - Falou o professor Breno -

- Pra quê? - Perguntou Léo -

- Perguntem pra ele

Era díficil o diretor me chamar, mas não me assustei, fui lá de boa... Mas era só pra avisar que nessa noite nossos pais iriam levar eu e o Léo para algum lugar, mas mal sabia eu que iamos para o mesmo lugar.

A noite chegou e como o diretor teria dito, meu pai veio me buscar, mandou eu vestir um terno, mas eu criei meu própio look com uma gravata... E quando vi, era uma festa. Festa de inauguração de um hospital em Nova Iorque, tá, mas a festa não deveria ser em Nova Iorque? Mas bom, era uma festa de inauguração

- Bom filho, esses são Tommy, Débora, Nathan, Leila e Cláudio. Tommy é chefe do trauma, Débora ginecologia, Nathan da geral, Leila da oncologia e o Cláudio da cardiologia - Disse Daddy, estes eram os supostos chefes de algumas especializações do novo hospital -

- Ah, prazer em conhecer todos vocês

- Seu pai me disse que vai fazer medicina, que especialização vai escolher? - Perguntou Cláudio, o pai do Léo -

- Bom, eu acho cedo, pois não fiz faculdade, nem internato, nem residencia... Mas em mente eu tenho três, cirurgia cardiotorácica, neurocirurgia ou geral - Desviei o meu olhar para o Léo, que estáva com algumas pessoas -

- Então, você vai se dar bem com o meu filho... Leonardo, venha cá - Era a Débora, mãe do Léo e ele veio correndo quando percebeu que eu estáva lá -

- Oi mãe? - Léo olhou pra mim com cara de quem iria aprontar -

- Filho, você já deve conhecer o Pedro, neurocirurgião e esse é o filho dele, Flinn, que também vai cursar medicina... Peraí, vocês já se conhecem?

- Sim mãezinha, o Flinn é meu colega de quarto lá no colégio

- Melhor ainda... Agora o Leonardo anda com pessoas de classe - Disse Cláudio, eu entendi isso como um elogio, mas parecia ser um jeito de fazer Léo passar vergonha -

- É... Léo, você viu aquela espelectomia que eu te mostrei? - Tentei ajudalo e com um olhar de "vamos sair daqui" -

Fomos até a calçada, Léo estáva bem perturbado, ele parecia estressado ou talvez irritado... Ele andava de um lado pro outro, não falava nada, só andava.

- Eii, fala comigo

- "Agora o Leonardo anda com pessoas de classe", classe uma ova, nada com você... É só que... Ele me irrita falando que eu tenho que andar com mais filhos de médicos do quê com skatistas e isso... - Eu o interrompi -

- Te tira do sério, eu vi... Tenta pelo menos se acalmar

- Se desse... Eu estáva bem calmo

- Calma, calma - Eu o abracei, o abracei forte -

- Flinn, por qué o abraço?

- Ajuda a estabilizar a pressão do corpo

- Ata... Funciona?

- Você que tem que responder isso. Funciona?

- Acho que sim, ah, obrigado

- De nada

Novamente nossos rostos estavam colados após um abraço, e eu senti que esse era o momento e suponho que ele também, então quando os nossos rostos se encontraram, olhamos nos olhos um do outro e nos beijamos... Foi bem rápido, fazia três dias que eu havia conhecido ele, foi rápido sim... Mas eu tinha certeza que era pra ele que eu ia dizer, "Eu te amo"

Comentários

Há 1 comentários.

Por AlexDiego em 2014-07-07 23:51:01
Adoreeeei, também assisto Grey's Anatomy e confesso que quando o George morreu, também chorei :3