Dream - Capítulo 1

Conto de Flinn como (Seguir)

Parte da série Surgery

Sabe... Nunca pensei que acharia o amo tão rapidamente, nunca pensei que poderia ser tão perfeito... Eu o conheci numa festa, lá eu estáva totalmente entediado e ele chegou para me animar e talvez... Para me amar.

Mas eu fui a essa festa contra a minha vontade e mesmo assim não me arrependo de ter ido... Antes disso eu estáva em casa, no meu computador, jogando um jogo até meu irmão invadir o meu quarto... Falo que não quero ser interrompido, mas não adianta!

- Flinzinhoo? - Disse Alfred, chegando atrás da cadeira em que eu estáva sentado -

- Alfred, falar meu nome no diminutivo não vai adiantar nada! - Falei já irritado -

- Flinn eu preciso de um favor

- Eu sei disso Alfred... Eu faço, dependendo do quê seja - Falei, desligando meu computador e me dirigindo a ele -

- Desligou o computador?

- A partida acabou

- O Jhonathan vai dar uma festa - Disse ele dando uns pulinhos de alegria -

- Se controla... Bicha assanhada... E não

- Por quê não?

- Por quê na última festa todo mundo tirou a roupa e saiu correndo nú pelas ruas de São Paulo, uma coisa de louco - Me sentei na cama -

- Flinn você é maior de idade, pode me levar - Insistiu ele se sentando ao meu lado, o quê era estranho... -

- Alfred, Daddy está no hospital vai e fique nú denovo

- O quê aconteceu com ele? - Perguntou Alfred desesperado e desentendido -

- Nada... Ele só é neurocirurgião - Falei desanimado -

- Iih, desanimou por quê? - Sua voz teria ficado um pouco fina no final da sua frase -

- Por quê eu queria estar num hospital... No lugar do Daddy e... Sua voz tá estranha, a puberdade ainda não passou?

- Pra sua informação eu tenho 14 anos, isso aconteceu no ano passado ou no retrasado

- Ano passado... Mas a voz foi aos 12

- Flinn, essa mulher me dá medo... Sério - Disse Alfred olhando seriamente para o pôster enorme da Elizabeth Taylor na parede -

- Por quê meu querido? E aliás, você tem medo de tudo

- Nããão, palhaços são assustadores - Falou ele sério novamente -

- Qual o motivo que você acha? Se você for cégo não vai ver... Mas eu e a falecida Taylor, temos algo em comum - Falei e peguei uma revista -

- Algo em comum... Ah, os olhos

- Exatamente... Essa foto não ficou linda?

- Destacou a sua bunda enorme!

- Agora tchau que eu vou tomar um banho, tenho um compromisso

- Quê compromisso? É com o Miguel... Aquela coisinha fofa é músculosa

- Alfred, vai pra puta que pariu! - Levantei da cama e entrei no banheiro -

Tudo estáva ok, meus cabelos loiros, pele clara normal sem espinhas ou qualquer tipo de pelo, músculos á vista de qualquer um... Estáva tudo no esquema para mim sair com o Miguel, mas não era um encontro romântico, era uma saída entre dois bons amigos.

Mas como sempre tem alguém para atrapalhar, dessa vez foi o Daddy, Pedro De Santa o neurocirurgião em que eu queria me espelhar, que também no caso é o meu pai.

Ele me ligou e veio pedir para levar uma "criança" de 14 anos a uma festa... Não sei se ele tinha bebido ou se ele tinha injetado drogas nele mesmo

- Tó, telefone pra você Flinnzinho - Falou Alfred com um sorriso maligno e me entregou o telefone -

- Você é uma peste mesmo - Coloquei o telefone no meu ouvido - Fala Dad?

- Flinn, preciso que você leve o seu irmão - Falou o meu pai, com sua voz de loucutor de rádio -

- Daddy, dá última vez deu problema... Meteram até policia no caso - Me manifestei -

- Mas você apareceu numa revista pela primeira vez - Daddy acabou com as minhas chances -

- Ah Daddy, tá eu vô! Mas enquanto eu sirvo de bábá, você opera aneurismas, resseca tumores, realiza craniotomias e faz experiências muito loucas, eu fico de bábá - Falei num tom fofo -

- Oh, você reconhece meu trabalho, que bonito filho... Mas nesse momento não importa e sua voz fofinha, não funcionou hoje. Tchau - Daddy finalizou a ligação -

- E aí? - Ele tirou seu sorriso do rosto e pôs mais ansiedade em seu corpo -

- Alfred, se troca, escova esses dentes que você tá com um bafo dos infernos... Então anda logo, tá?

- Tá bom - Falou ele por fim e saiu do meu quarto como se uma maratona tivesse começado -

- Que saco...

Ser mais velho tem seus privilégios, não mandam mais em mim... Tá, essa parte ainda podem, eu posso dirigir, me envolver com quem eu quiser sem precisar passar por algum sufoco... Mas tem horas que eu queria ser mais novo... Como queria, maaas isso não vem ao caso.

O caso é quê, eu fui a uma festa que eu não queria ir e lá, conheci uma pessoa, um garoto lindo e maravilhoso... E hétero.

Mas antes de eu o conhece-lo, me sentei num banco, era uma bancada de bebidas, eu até bati um papo com o cara que fazia as bebidas... Mas foi tudo papo furado, sem graça, sem nexo, sem nada, só palavras... Até quê... Um lindo garoto de pele branca, bem branca se senta ao meu lado e esse garoto vestia uma regata branca, calça jeans azul e um All Star preto... Seus cabelos negros eram lindos, seus olhos verdes me intrigavam e a sua músculatura era pertubadora e usava um brinco de argola pequeno na orelha esquerda... E quando ele se sentou, eu estáva quase ficando bêbado...

- Uma Margarita por favor - Falou o garoto que se sentou ao meu lado -

- RG - Falei ficando com a postura ereta -

- Oi? - Perguntou o garoto desentendido -

- Mostra o seu RG pra ele ver sua data de nascimento

- Ata - Pegou seu RG e o mostrou para o moço e sussurrou para mim - Não era pra ser uma Bargirl? Ou uma Bartender?

- Não sei - Sussurrei de volta e dei um sorriso -

- Já gostei de você.. Sabia?

- Nossa... Como?

- Eu adoro pessoas sorridentes - Retribuiu ele com outro sorriso - Prazer, Leonardo Monte Rey - Ele estende sua mão para mim -

- Flinn De Santa Castro - Apertei sua mão -

- Ou, como você faz pra beber com essa idade?

- Sendo maior de idade - Respondi simplesmente -

- Jura? Me desculpa é que... Não parece, também sou maior de idade, fiz dia 4 de janeiro

- Eu dia 7, de janeiro... Posso te fazer uma pergunta?

- Faça Flinn

- Veio de babá?

- Isso é totalmente constrangedor, mas vim - Se lamentou - Vai me zoar?

- Eu também vim de babá

- Irmão mais novo?

- Segundo mais velho.. Tá ali com aqueles dois morenos... Um menino e uma menina - Falei entediado -

- Aqueles dois sâo meus irmãos.. Paul e Sthefanny... Tá entediado?

- Tô

- Ambos... Olha, eu não pude não reparar mais seu bum bum é bem grande, nada pessoal - Falou ele envergonhado -

- Faço minhas as suas palavras

- Tá bom... Flinn, cara, seu sobrenome não me é estranho

- Nem o seu... Monte Rey, sério, não me é estranho

- Opa, já sei... Você é filho do Pedro De Santa, o chefe da neurocirurgia do hospital em que o meu pai trabalha

- E você é filho do Cláudio Monte Rey, chefe da cardio... E nesse momento, meu pai está realizando uma craniotomia

- E o meu, uma valvoplastia...

A conversa foi longa, longa até demais, paramos de conversar as 3:00 da manhã, foi aí que demos conta que já estáva tarde, nos despedimos e fomos embora.

Era segunda feira, para o meu azar, de ressaca e morrendo de sono... Um semi internato me aguardava, e de penssr nisso, só me vinha mais e mais sono... Só de lembrar dá sono.

Ainda na cama, vejo que tenho uma mensagem no meu celular e lá está, "Bom Diia :3", sim era do Leonardo e era dele mesmo que eu queria que fosse... Logo o respondi também com um Bom Dia, mas sem beijinho.

Tomei coragem e levantei, tomei meu banho, tomei café e fui pro colégio... Quando eu cheguei lá, me deparo com ele, falando com uns caras, talvez seus amigos, ou talvez não... E não eram mesmo e como eu botava o terror lá, resolvi dar uma mão.

Fui andando em direção a eles. No começo eu não acreditei no que vi... Jhonathan, Gabriel, Jonas e Carlos, 4 pirralhos de 14 anos querendo tirar uma com ele... Deu vontade de rir.

- Flinn, me ajuda aqui, acho que os bebês querem me morder - Falou o lindo moreno de olhos verdes -

- Seus pirralhos do caralho! Sumam daqui agora

- Flinn não se mete - Falou Jhonthan -

- Não me meto... Só deixo ele acabar com o rosto de todos vocês, daí, vocês vão precisar de uma reconstrução óssea e enxerto de pele

- O quê é isso? Que papo de nerd - Falou Gabriel -

- Escuta aqui criança, não argumente nada sobre o quê você não sabe... Andem logo, ou vocês vão precisar de dois de cada um!

Foram embora

- Como você consegue?

- Ah Leonardo, simples, palavrões e músculos, isso coloca medo em criança

- Vou seguir o seu conselho - Deu ele, um lindo sorriso -

- Ótimo... Você é aluno novo?

- Aham, não sabia que eu ia te encontrar aqui

- Faço minhas as suas palavras, de novo

- Vai me apresentar o colégio?

- Quem costuma fazer isso é o diretor... Mas pra você abro uma excessão - Peguei na sua mão, mas soltei rapidamente - Opa, desculpa

- Não, sem problema

- Ok... Então vamos

Eu não sabia ali... Mas dois dias depois, eu soube que essa é a pessoa perfeita para mim

Comentários

Há 1 comentários.

Por Ryan Benson em 2014-07-06 12:03:17
Muito bom! Continua, vc escreve muito bem...